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02/06/2003
RH » Salários e Benefícios » Entrevista Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

CONAREM debate políticas de remuneração

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

"Existem problemas de ética nas práticas de remuneração? Se eles ocorrem, como se manifestam e o que precisa ser feito para evitá-los?".
"Era do Conhecimento e Capital Humano são expressões de modismo ou representam fenômenos significativos na gestão empresarial moderna? E o que estes têm a ver com os planos de remuneração?".
Estas e outras questões estão incluídas na pauta do VII Congresso Nacional de Remuneração (CONAREM), que será realizado de 25 a 26 de junho próximo, no Rio de Janeiro. Em entrevista exclusiva ao RH.com.br, Carlos Monnerat Rocha (foto), diretor geral do Grupisa/Rio - entidade responsável pela coordenação do evento, fala sobre o que os participantes podem esperar do congresso, bem como das principais assuntos relacionados à remuneração. Confira!

RH.com.br - O que o evento deste ano traz de inovador para os congressistas?
Carlos Monnerat Rocha - Este ano estamos com uma nova configuração na grade do congresso, além dos palestrantes nacionais estaremos trazendo o Sr.Stanley Bloom que abordará as práticas de remuneração nas Américas, acreditamos que será um sucesso. Além disso, o Comitê temático do VII CONAREM foi muito feliz na escolha do tema principal "Remuneração na Era do Conhecimento" e este é um momento muito interessante, pois a tecnologia que dispomos está sendo utilizada de uma forma que possibilite as melhores técnicas em remunerar os talentos das organizações. O congresso, também, estará permitindo a montagem de cenários em nível nacional e internacional contemplando reflexões sobre a atual conjuntura das organizações, a partir de uma pesquisa inédita que estaremos disponibilizando, via site, sobre o estado d'arte no Brasil, cujos resultados serão amplamente divulgados e debatidos no transcurso do congresso.

RH - Quais os modelos de remuneração que deverão ser debatidos no CONAREM?
Monnerat - É evidente que o VII Congresso de Remuneração não esgota todos os modelos, mas estaremos falando de salário de risco, armadilhas de remuneração de vendas, competências, participação nos lucros, comparativos de modelos americanos e brasileiros. Também estaremos apresentando os assuntos tratados no congresso americano patrocinado pela Worldatwork, que acontecerá em San Diego-Califórnia.

RH - Dentre estes modelos, quais o considerados mais atuais e viáveis para serem aplicados à realidade brasileira?
Monnerat - A remuneração variável vem tendo um crescimento considerável, principalmente, após a aprovação da Lei 10101 que regulamentou a participação nos lucros ou resultados. Também verificamos através de pesquisas junto ao mercado que o sistema de pagamento por habilidades e competências tem sido adotado por inúmeras empresas, com os mais diversos instrumentos.

RH - Neste momento, o que poderia ser considerada uma política diferenciada de remuneração?
Monnerat - Cada organização tem que avaliar e escolher o modelo que melhor se adequa à sua cultura. Não adiante querermos implantar determinado sistema se o corpo gerencial, empregados e executivos não estão de acordo. Um bom sistema de remuneração tem que estar fortemente ligado aos benefícios, à perspectiva de carreira na organização e não adianta dizer que só salário retém, faz-se necessário uma política integrada com benefícios, programa de bônus, entre outros.

RH - Como as empresas podem se diferenciar das concorrentes, em relação à política de remuneração?
Monnerat - Acreditamos que a adoção de políticas de remuneração competitivas com o mercado do seu segmento, com programas adequados de retenção de talentos, programas de desenvolvimento trarão resultados altamente satisfatórios para a organização.

RH - Para as empresas, quais as vantagens de se adotar uma remuneração diferenciada?
Monnerat - No nosso entender, somente a adoção de uma política diferenciada não vai representar sucesso da organização, ela tem que estar equilibrada com o planejamento estratégico da companhia e os seus resultados.

RH - Qual a sua perspectiva em relação às políticas de remuneração do Brasil?
Monnerat - Os profissionais e especialistas de remuneração estão com o seu instrumental pronto para atender às demandas das organizações brasileiras, no entanto o Brasil necessita urgentemente de retomar o seu crescimento econômico, gerando assim uma oferta maior de vagas, reduzindo o nível de desemprego e melhorar o perfil de renda dos trabalhadores brasileiros, que por conseqüência irão refletir no grau de competitividade das políticas de remuneração avançadas.

RH - O Sr. vê o futuro com otimismo?
Monnerat - Estamos nessa batalha de remuneração no Brasil já faz algum tempo. Os profissionais de remuneração, gerentes de RH estão plenamente capacitados para atender às demandas das organizações brasileiras, pois já existe uma densidade técnica comparável aos europeus e aos norte-americanos, mas é preciso que o Brasil cresça e gere renda suficiente para que se possa melhorar o desempenho da economia.

VII CONAREM -
Inscrições: www.grupisa-rio.com.br ou (21) 2509.6480 ou 2232.1539.

Palavras-chave: | CORAREM | Grupisa | remuneração |

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