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25/04/2012
RH » Responsabilidade Social » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Cidadania exercida por empresa e colaboradores

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

As mudanças são constantes no âmbito organizacional e com elas os subsistemas da área de Recursos Humanos também passaram por inovações. Se há 20 anos apenas as competências técnicas eram consideradas no momento da seleção, hoje o lado comportamental dos candidatos é observado e pesa muito no momento de escolher quem irá ser contratado pela empresa. Inclusive, existem casos em que os selecionadores observam "com carinho", os talentos que trazem em seus currículos informações relevantes como, por exemplo, atuações em ações voluntárias.
Mas, por que uma pessoa que se dispõe em ser um voluntário chama a atenção? Porque ela já apresenta sinais de abertura para o diverso, de uma boa comunicação e até mesmo de ter o sentimento de trabalho em equipe, uma vez que se doa para determinada atividade sem se preocupar em receber bônus algum.

Vale lembrar que as ações de voluntariado não devem ser confundidas com assistencialismo, pois contribuem para que a sociedade seja favorecida independentemente da dimensão do público beneficiado. Muitas empresas possuem atividades pontuais como campanha para arrecadação de agasalhos e produtos não perecíveis, mobilizando os colaboradores, familiares e amigos. Já contam com uma infraestrutura que culmina na criação de uma entidade formal e que se dedica exclusivamente para a área de responsabilidade social.

Esse é o caso do Instituto BRF, uma organização une as boas práticas desenvolvidas pela Sadia e Perdigão. De acordo com Luciana Lanzoni, diretora executiva da instituição, três grandes frentes integram a estratégia de investimento da organização: Terceiro Setor, Redes Intersetoriais e Políticas Públicas. Uma característica peculiar desse trabalho é que tanto o planejamento e as ações do investimento social da BRF são geridos pela equipe corporativa do Instituto e por membros do Comitê de Investimento Social e Relacionamento com Comunidade. Esses comitês, por sua vez, são formados por 5 a 15 funcionários das unidades da companhia onde está em operação o investimento social.

Atualmente, mais de 200 funcionários participando dos Comitês nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. Um fator relevante nessa proposta é que a BRF acredita que para que estes temas avancem e colaborem com o desenvolvimento local é necessário construir e implementar os projetos e programas em conjunto com as comunidades e com parceiros que não necessariamente estão localizados no município, mas que podem contribuir para o processo de desenvolvimento dos mesmos. Graças a esse perfil de atuação tem sido possível promover ações coletivas que efetivamente melhorem a qualidade de vida das comunidades, promovendo equilíbrio ambiental de forma sustentável e inovadora. "Contamos com 27 comitês que atuam em parceria com o Instituto BRF na gestão do investimento social, que beneficia 29 municípios em nove Estados. Em 2012, mais de cinco milhões de reais serão investidos", comemora Luciana Lanzoni.

Voluntários BRF - Com o objetivo de engajar os profissionais da Brasil Foods nas ações de voluntariado, a executiva explica que para o lançamento do programa "Voluntários BRF" e a sua manutenção foram elaborados planos de comunicação interna e externa. Além disso, instituiu-se um treinamento presencial direcionado às lideranças responsáveis pela gestão local do programa. Os principais veículos utilizados no plano de comunicação interna que ainda permanece sativo são: reuniões presenciais, banners, faixas, camisetas, murais, artigos veiculados através da intranet e revistas internas da companhia, envio de emails para todos os funcionários, bem como a manutenção do site www.voluntariosbrf.com.

As lideranças, segundo Luciana Lanzoni, contribuem de diversas formas para as atividades voluntárias. "Os líderes estimulam o engajamento dos funcionários quando valida uma norma corporativa que estrutura o voluntariado. Além disso, incentivam a participação de suas equipes em atividades com o mesmo fim", destaca.

Quando indagada sobre a forma como os colaboradores do Grupo BRF escolhem em qual ação desejam atuar como voluntários, a diretora executiva do Instituto BRF, explica que através do site www.voluntariosbrf.com o Instituto BRF recebe e avalia as sugestões. Em seguida, verifica a possibilidade de incluí-las no planejamento anual do investimento social da companhia. O voluntário, por sua vez, não é obrigado a realizar suas atividades unicamente via "Voluntários BRF", ele pode manter projetos para além do programa. No entanto, se não for uma atividade prevista no programa, o profissional deve realizar a atividade de forma individual e não em nome do Instituto. Ou seja, todos os voluntários escolhem livremente as atividades das quais querem participar.

Funcionários receptivos - O programa "Voluntários BRF" foi lançado em agosto de 2011 e já conta com mais de três mil voluntários inscritos. Apenas em 2011, foram realizadas mais de 80 ações voluntárias contando com a participação de cerca de 700 voluntários, totalizando cerca de 230 horas de voluntariado. "Acreditamos que estes resultados indicam uma grande receptividade dos funcionários da companhia ao programa", comemora Luciana Lanzoni, ao enfatizar que os funcionários envolvidos com o voluntariado são pró-ativos, determinados e comprometidos. Trabalham muito bem em equipe e apresentam fortes características de liderança.

Os benefícios - "O voluntariado colabora com a estratégia de investimento social da BRF que é de contribuir com o desenvolvimento dos municípios que fazem dela uma das maiores companhias de alimentos do mundo. Só em 2011 foram aproximadamente 27 mil pessoas beneficiadas pelo Voluntários BRF. Essa atuação além de contribuir para uma melhor qualidade de vida e maior equilíbrio ambiental nos municípios beneficiados, colabora com o desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários. Também fortalece o sentimento de pertencimento dos funcionários à empresa e a suas comunidades. Fortalece a relação da companhia com os municípios, bem como a sua reputação", pontua Lanzoni.

 

Declarações de funcionários da Brasil Foods que atuam em ações voluntárias

 

Além disso, a executiva diz que a forma como o "Voluntários BRF" está estruturado permite que o mesmo também incentive a cultura de investimento social local - em 2011 cerca de 80 parceiros se engajaram com as atividades voluntárias propostas pela companhia. Por fim ela assinala que a BRF também aprende muito promovendo o voluntariado, pois estabelece relações mais profundas com seus funcionários e com a sociedade local, tendo a oportunidade de aprimorar tanto as suas práticas de negócio como a sua estratégia de investimento social.

 

Palavras-chave: | Grupo BRF | Luciana Lanzoni | Voluntários BRF | cidadania |

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