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09/11/2015
RH » Recrutamento e Seleção » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Uma entrevista sem fim

Por Daniel Stur para o RH.com.br

Provavelmente você já ficou na expectativa por uma resposta. Seja da pessoa amada, seja da secretária do dentista ou do pedreiro que necessita reformar um cômodo da sua casa. Como você se sente quando está doente, vai fazer um exame simples, espera alguns dias pelos resultados e estes nunca lhe são entregues? E o que você faria se visse um produto desejado na Internet, faz a aquisição, espera alguns dias pela entrega, e o mesmo nunca chega? Você se sentiria bem se estivesse com fome, pedisse alguma comida delivery, prepararia a mesa e nada da comida chegar? E se em todos estes casos, você nunca mais tivesse resposta do que realmente houve? Sem saber se está bem de saúde? Sem ser ressarcido pelo valor gasto? Sem matar sua fome? Tudo que se deseja é uma resposta. Seja ela qual for. Mas precisamos sempre de respostas.

E se você visse uma oportunidade bacana sendo divulgada? Preparasse seu currículo e botasse fé que tem o perfil para a posição? Se preparasse para a entrevista, tivesse um desempenho muito bom com o entrevistador e ficasse alguns dias na expectativa de uma resposta? E esta resposta jamais viesse?

Este é um dos grandes males da área de Recursos Humanos. Quantas não são as oportunidades divulgadas, currículos triados, candidatos entrevistados e reprovados, jamais sabendo o que houve com sua participação. O que o desabonou? O que poderia melhorar em outra entrevista?

Segundo o site americano Mashable.com, há cinco motivos pelos quais as empresas não dão feedback depois de uma entrevista de emprego.
1- Falta de interesse da empresa com o candidato.
2 - Informações dos candidatos que o desabonaram para a posição (questões bancárias, criminais etc.).
3 - O processo continua em andamento.
4 - A posição foi congelada ou cancelada.
5 - Excesso de candidatos para darem retorno.

Em todos estes casos, não vejo motivos aparentes para que não seja dada um retorno ao candidato. A entrevista é o cartão de visita da companhia. É a primeira impressão que um futuro funcionário tem de onde irá trabalhar. E um candidato que não foi respeitado nesta etapa, tem argumentos para não falar bem da empresa para outros, e assim o "boca a boca" espalha-se.

Há diversos exemplos de empresas que são admiradas (e desejadas) desde o primeiro contato do entrevistador. O respeito e a atenção com o candidato fazem diferença. Se você tivesse participado de um processo seletivo da empresa A, onde foi contatado por um entrevistador que leu seu currículo antes de te ligar, conduziu o processo com respeito e te deu retorno (positivo ou não) da entrevista; qual seria seu sentimento? E se você participasse de um processo da empresa B onde o entrevistador ligou sem ler seu currículo antes, te entrevistasse praticamente sem olhar nos seus olhos e repetisse perguntas que você já havia respondido e até hoje você está esperando retorno? Como se sentiria?

Em uma pesquisa mundial realizada pela Career Builder, 60% dos candidatos entrevistados não receberam retorno de processos seletivos que receberam recentemente. Já o consultor Bernt Entschev informou em um de seus artigos que este número no Brasil é ainda maior. Uma pesquisa realizada por um site de emprego no Brasil revelou que 91% dos candidatos não recebem retorno dos processos que participam. E dos 9% que recebem algum retorno, mais de dois terços recebem um retorno negativo sem nenhuma explicação.

O retorno em um processo seletivo, mais que uma formalidade necessária, é a demonstração de respeito e interesse da empresa com o profissional. Profissional este que pode ser um potencial cliente, um formador de opinião, alguém que possa por conta desta experiência, ter um impacto (mesmo que mínimo) nos negócios desta empresa. De acordo com pesquisa realizada em 2013 pela Career Builder, 42% dos candidatos informaram que não participariam de outro processo em uma empresa em que não fosse respeitado durante o processo de seleção. Outros 22% influenciariam seus contatos, não recomendando trabalharem nestas empresas. Por fim, 9% não comprariam (ou influenciariam pessoas próximas) produtos e serviços destas empresas.

Dar um retorno ao candidato contribui com uma boa imagem perante o mercado. Até porque, o candidato reprovado pode um dia atuar em alguma empresa concorrente, e levará consigo este sentimento nem sempre positivo.

 

Palavras-chave: | captação | talento | seleção |

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COMENTÁRIOS (1)
Ana Paula Mourão Panza em 16/11/2015:
Boa Noite! Excelente texto, realmente aqui no Brasil é muito difícil as empresas darem um retorno para o profissional. Entendo que se isto acontecesse do candidato receber um feedback ajudaria a melhorar o desempenho dos mesmos em outras entrevistas e o mesmo buscar conhecimento para melhorar sua performance em entrevistas. Bom seria se todos da área de recrutamento e seleção tivessem este cuidado e lessem mais sobre este assunto o retorno ao candidato. Obrigada. Parabéns pelo seu trabalho

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