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01/12/2014
RH » Qualidade de Vida » Entrevista Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

O somatório positivo do trabalho com a qualidade de vida!

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

A garantira de um bom salário em detrimento a momentos prazerosos, seja dentro ou fora da empresa? Em qual dessas opções você estaria disposto a investir se tivesse escolha? Pesquisa divulgada, recentemente, pela Unify, revelam que 43% dos profissionais negariam um aumento de salário de 10%, se pudessem ter mais flexibilidade no trabalho. Outro dado relevante apontado pelo estudo: a preocupação com a qualidade de vida mostrou-se como sendo o principal argumento desses resultados por trás dos números. Entre as razões mais citadas pelos entrevistados estão a facilidade para lidar com responsabilidades familiares (43%) e a possibilidade de ter mais tempo livre (38%). Ou seja, em poucas palavras: nem todas as pessoas estão dispostas a doarem suas vidas apenas para o trabalho, quando este começa a comprometer suas relações familiares e com aqueles considerados mais importantes para sua vida.
Apesar dessa postura apresentada pelos profissionais, é preciso lembrar que cada vez mais o mercado exige resultados expressivos dos talentos e isso não tende a mudar. "O avanço do estresse imposto às pessoas e o excesso de trabalho foi 20 vezes maior do que esse crescimento evidenciado nas empresas. Portanto, atualmente o trabalho tem invadido o espaço do lazer, mas o lazer não invadiu o trabalho", alerta o consultor organizacional Jorge Nahas, especialista em qualidade de vida no trabalho. Em entrevista concedida ao RH.com.br, Nahas destaca as principais ações que estão sendo utilizadas pelas organizações e o que está sendo feito para melhorar a qualidade de vida no tralho. (QVT). Boa leitura e reflita como está qualidade da sua vida, seja no campo pessoal como também no profissional. Até breve!


RH.com.br -
Quando o senhor observa o cenário corporativo, qual a sua percepção das empresas a cerca da qualidade de vida no trabalho no decorrer da última década?
Jorge Nahas - Tenho estado atento a todas as mudanças, a todas as tendências relacionadas à melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho e minha percepção é que houve um pequeno avanço em ações de qualidade de vida nas corporações. Porém, o avanço do estresse imposto às pessoas e o excesso de trabalho foi 20 vezes maior do que esse crescimento evidenciado nas empresas. Portanto, atualmente o trabalho tem invadido o espaço do lazer, mas o lazer não invadiu o trabalho.

RH - Quais as ações que mais se destacaram no âmbito corporativo, quando nos reportamos à qualidade de vida no trabalho?
Jorge Nahas - Se formos fazer uma análise detalhada do cenário atual, vemos que são poucas ações práticas aplicadas no dia a dia das corporações. O que mais observamos são ações como realizações de sessões de massagens, práticas de eventos outdoor, programas que estimulam corridas e caminhadas dos colaboradores, planos que dão acesso às academias. Atualmente, as premiações por desempenho ou incentivo por meio de experiências esportivas, culturais, turísticas e gastronômicas têm se apresentado como novas tendências.

RH - Em sua opinião, as empresas estão investindo mais, em questão de cifras, ou usando a criatividade para proporcionar um ambiente de trabalho mais saudável?
Jorge Nahas - Observo que as empresas estão mais criativas e dispostas a gerar um ambiente mais agradável e saudável, porém ainda faltam mais investimentos e atenção para qualidade de vida no trabalho. Estes investimentos deveriam estar próximos, por exemplo, aos investimentos dados para a uma área de tecnologia da Informação, afinal são as pessoas que constituem, que garantem a existência de uma empresa. E com qualidade de vida os profissionais produzem mais e se tornam mais comprometidos, é bom sempre nos lembrarmos disso.

RH - Quais os principais impactos que os investimentos em QVT têm proporcionado, tanto às empresas quanto aos colaboradores?
Jorge Nahas - As principais vantagens de uma aplicação correta de ações em qualidade de vida no ambiente de trabalho são visíveis nas pessoas que passam a apresentar mais disposição para suas atividades laborais, mais criatividade, equilíbrio, bem-estar e bom humor. Isso tudo gera maior produtividade no trabalho que se torna mais saudável e, consequentemente, mais atrativo para os talentos.

RH - Ainda encontramos empresas que sentem dificuldade de direcionar ações focadas na melhoria da qualidade de vida?
Jorge Nahas - Sim, observamos dificuldades enfrentadas pelas empresas. E o principal fator que leva a essa dificuldade ainda culmina na questão cultural, quando o gestor ou o líder da empresa não se interessa pelo assunto, quando ele mesmo é sedentário ou somente pensa em alcançar resultados, lucros, a questão se torna um grande paradigma a ser superado.

RH - Empresas que investem em qualidade de vida, realmente tornam-se mais atrativas e conseguem encantar os profissionais?
Jorge Nahas - Sim, sem dúvida alguma, essas são as empresas mais atrativas e valiosas. Atualmente, o tempo é o principal ativo das pessoas: "time is life!". Neste sentido, os profissionais se sentem mais completos, felizes, produtivos, realizados, desfrutam da qualidade de vida no ambiente de trabalho e, ainda, e ganham tempo para fazer o que gostam. E como todos nós sabemos, administrar bem o tempo é outro fator valioso para o homem contemporâneo.

RH - A área de RH sempre deve estar à frente das ações de QVT?
Jorge Nahas - Sim, porque a área de Recursos Humanos sempre foi o coração da qualidade de vida no trabalho. Porém, como o tema é relevante para colaboradores, clientes e a sociedade como um todo, a área de Marketing também vem ganhando espaço. Em minha opinião, as ações de qualidade de vida nas empresas devem ser desenvolvidas em parceria pelas áreas de RH e Marketing.

RH - E quanto aos líderes, qual o papel deles quando entra em pauta a melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho?
Jorge Nahas - As lideranças são fundamentais nesse processo, não importa que ação a empresa adote. O exemplo dos líderes incentivando e participando dos projetos de qualidade de é, sem dúvida alguma, a mola propulsora para uma ação correta de QVT. Eles devem ter um papel de ajudar a criar as ações, de entender o perfil do liderado e direcionar a ação de acordo com cada perfil. Isso fará com que os programas tornem-se mais assertivos e obtenham o retorno desejado.

RH - Quais suas expectativas para os investimentos em QVT no cenário nacional, em médio e longo prazo?
Jorge Nahas - Segundo dados apresentados pelo IBGE, temos 56% da população obesa e 83% sedentária, ou seja, temos muito que progredir para gerar qualidade de vida. Minha expectativa é que os investimentos sejam bem expressivos pelo fato de que as empresas mais inovadoras do mundo são as que proporcionam o maior nível de qualidade de vida no ambiente de trabalho. Acredito que em cinco anos, teremos um investimento e uma relevância como as áreas de Tecnologia da Informação têm recebido.

 

Palavras-chave: | Jorge Nahas | qualidade de vida no trabalho | saúde |

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COMENTÁRIOS (1)
Tamira em 03/12/2014:
Texto muito interessante. Também venho observado essa mudança de paradigma onde o "time is money" vem sendo substituído pelo "time is life". Acredito também ser uma tendência cada vez maior, já que chegamos ao um ponto onde o estresse e as doenças começaram a ser cada vez mais frequentes para os profissionais.

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