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18/07/2016
RH » Qualidade de Vida » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Gestão de Pessoas: felicidade supera o dinheiro

Por Marcelo Silveira para o RH.com.br

Se você ainda não sabe que o dinheiro não é o centro das atenções para uma quantidade significativa de trabalhadores das empresas do Brasil, está na hora de se aproximar do seu público interno. A surpreendente realidade foi constatada por um estudo recente da consultoria americana Boston Consulting Group (BCG) que entrevistou 11 mil brasileiros. Denominado Understanding Brazil's Workforce in a Troubled Time ("Entendendo a força de trabalho do Brasil em um momento conturbado", em tradução livre), a pesquisa ouviu desde autônomos até colaboradores de médias e grandes empresas e as conclusões são interessantes.

Num ranking de dez posições elencando quais são os principais fatores que geram felicidade no trabalho aparecem desejos como "ser valorizado" - o primeiro da lista, considerado o mais importante pelos entrevistados -, "aprender e crescer na carreira" e "ter equilíbrio entre vida pessoal e profissional". O Top Ten envolve ainda anseios que passam pela boa relação com os chefes, os colegas, a reputação do empregador e o trabalho com conteúdo relevante. E, surpresa, a remuneração não é um dos itens listados. A única preocupação ligada diretamente ao dinheiro está relacionada à estabilidade financeira da empresa.

Nesse contexto de relevância dos fatores imateriais na carreira dos colaboradores, a preocupação com a busca constante pela felicidade no ambiente corporativo se tornou uma premissa básica na empresa em que trabalho. Para quantificá-la, criamos um índice que chamamos de IFT (Índice de Felicidade no Trabalho), medido com uma ferramenta que desenvolvemos: o Felicitômetro. Com ele conseguimos entender de forma lúdica se as pessoas estão felizes no trabalho. Mais do que isso, queremos entender porque estão satisfeitas ou, nos casos de infelicidade, o que as tem deixado assim. Os critérios usados para isso são exatamente os mesmos da nossa pesquisa de clima anual que desenvolvemos em parceria com a Great Place to Work (GPTW), mas o índice que criamos permite acompanhar a evolução do clima organizacional mensalmente e antecipar o resultado da pesquisa. Depois de analisarmos os dados, enviamos um relatório aos líderes que discutem os problemas apontados e as ações de melhoria com os colaboradores, o que permite interferir no microclima da equipe e, por consequência, no clima da organização.

O resultado das primeiras análises nos surpreendeu e impactou positivamente no dia a dia da empresa: percebemos que as lideranças se mostram extremamente preocupadas com a felicidade das equipes e com a solução de eventuais problemas - aliás, alguns deles são muito fáceis de resolver, mas como não eram conhecidos, geravam descontentamento. Depois da aplicação do Felicitômetro, os problemas foram solucionados muito rapidamente. Como próximo passo, queremos rankear as equipes mais felizes da organização. Porque não destacar seus líderes, premiando-os por um trabalho preocupado com a felicidade do time bem feito? Garanto que investir em felicidade vai trazer um bom retorno à sua empresa.

 

Palavras-chave: | qualidade de vida no trabalho | crescimento profissional | emoção |

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