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05/07/2011
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Empregabilidade - como ser raridade no mundo dos iguais

Por Jessé Barbosa de Araújo para o RH.com.br

Este artigo surgiu através de uma reflexão sobre vários treinamentos que já ministrei sobre o mercado de trabalho e suas tendências. Ao ser indagado por vários participantes sobre oportunidades de colocação e recolocação no mundo do trabalho, senti-me incomodado ao perceber que várias pessoas não têm a mínima ideia de qual caminho trilhar e se posicionar diante de tais mudanças, face às novas perspectivas do mercado de trabalho.

Ao analisar o desenvolvimento da economia do Brasil, percebo grandes avanços, não só no setor primário, como o desenvolvimento exponencial do setor secundário que vem aumentando em grandes proporções suas necessidades por mão de obra.

Ao conversar com alguns amigos que atuam nas áreas de Recursos Humanos, muitos afirmaram que não conseguem encontrar alguém que seja qualificado o suficiente para assumir determinadas vagas. Por vezes, a mesma fica em aberto dois a três meses sem aparecer um candidato que se enquadre dentro do perfil especificado a vaga.

O perfil de muitos profissionais que estão faz certo tempo fora do mercado de trabalho, não diverge muito de uma grande massa de jovens que estagnaram no tempo, com o ensino médio concluído e que não buscaram qualificar-se para o mercado de trabalho, para as novas exigências que as empresas estabelecem.

Desde que ocorreu a revolução industrial e as relações do trabalho, o salário tem a mesma regra como afirma WALDEZ: "A política de remuneração do salário é a mesma desde que o mundo existe. As pessoas recebem por sua raridade e importância e não pelo fato de querer receber aumento". Deste modo muitos profissionais encontram-se desmotivados em seus atuais empregos e trabalham mal, fazendo notório o baixo nível produtividade e colaboração. Muitos destes, quando questionados, afirmam que o motivo é por causa de baixo salário e a não valorização profissional. Porém, percebe-se que ninguém faz algo para mudar esta situação, delegando suas carreiras para os seus chefes e empresas.

Como diz o Dr. Augusto Cury "Seja líder de si mesmo", administre sua vida, a sua carreira, as oportunidades estão surgindo e as pessoas perdendo por falta de qualificação profissional. Seja diferente, torne-se raridade no mundo dos iguais. Mas para isso, o profissional precisa qualificar-se, estudar, estar atento às novas tendências e às mudanças que estão surgindo - as instituições profissionalizantes das prefeituras, as escolas técnicas estaduais, universidades federais vêm projetando-se para qualificar a população do estado de Pernambuco, para assumir essas vagas tão cobiçadas por brasileiros de outros estados.

A qualificação pode ser também através de instituições filantrópicas, a exemplo: CIEE/PE, Junior Achievement etc., onde o candidato não paga para fazer cursos de aperfeiçoamento profissional. Geralmente essas instituições oferecem uma grande variedade de cursos gratuitos. Podemos lembrar que também através da própria internet o profissional deve buscar o desenvolvimento pessoal, através de sites que oferecem cursos com certificações gratuitas.

Hoje uma das exigências das empresas e que não podemos mais classificar como um diferencial para alcançar uma boa colocação profissional é um idioma estrangeiro, idioma esses como "Inglês, Espanhol, Francês e Alemão" são bastante requisitados principalmente para cargos de trainee em grandes corporações.

Há uma década o inglês era considerado um diferencial nos processos seletivos. Hoje esse papel inverteu e se tornou uma exigência para o profissional do futuro.

E quando o candidato possui a qualificação e não tem experiência? O que fazer? Como proceder? Tais perguntas surgem principalmente por jovens recém-formados tanto do ensino médio como na universidade, e muitos se frustram quando não conseguem uma oportunidade. Nestes casos, uma dica para aos que ainda não possuem experiência é o trabalho voluntário, pois o mesmo proporciona aos que se comprometem em fazê-lo, bem-estar por ajudar ao próximo e uma experiência ímpar de autodesenvolvimento e aperfeiçoamento profissional. Muitas empresas veem o trabalho voluntário com bons olhos e reconhecem isso no profissional.

Mas o trabalho voluntário não deve ser encarado com o fim para obtenção de experiência ou marketing pessoal para empresas contratantes. Os candidatos devem ter a plena consciência de que outras pessoas precisam e contam com a sua ajuda. Deste modo, para que se consiga a oportunidade de ouro é necessário estar preparado, conectado com as novas tendências e tecnologias do mundo moderno, acompanhando de perto a metamorfose das relações de trabalho e trabalhador.

 

Palavras-chave: | empregabilidade | mercado de trabalho |

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COMENTÁRIOS (9)
Graciela Borges em 18/01/2012:
Ótimo texto! Concordo plenamente com a afirmação de o profissional gerenciar sua carreira. Minha dica para quem ainda não tem experiência é começar do princípio, talvez não no cargo sonhado ou com a remuneração mais alta, mas um começo que poderá proporcionar esse futuro. Planejar a carreira é essencial para atingirmos o objetivo que almejamos, seja reconhecimento ou remuneração, sempre lembrando que ambos são conquistados pelo esforço e trabalho, e não somente com currículo bem elaborado.

Bruna em 14/07/2011:
Tenho 21 anos, sou formada em RH, estou cursando o 2º ano de administração, sou uma exclente aluna. Envio vários currículos, mas não me chamam para entrevista, por causa da falta de experiência. Como posso entrar no mercado de trabalho desse jeito????

Paulo Aleixo em 13/07/2011:
Ótima matéria. Você está de parabéns, Jessé. Show de bola.

Manuella Guedes em 10/07/2011:
Adorei a matéria publicada. Parabéns, Jésse!

Daniel em 08/07/2011:
Muito bom o artigo! Excelente! Para o desenvolvimento profissional é necessário se qualificar, o trabalho voluntário além de dignificar o homem, também auxilia os jovens para a inserção no mercado de trabalho. O autor está de parabéns. Abraço a todos. Daniel Henrique dos Santos Técnico em Recursos Humanos

patricia mariano de barros em 07/07/2011:
É isso aí caro Jessé!!! CONTEÚDO É TUDO!!!! e você, com certeza, tem tudo pra ser um ícone no segmento RH e/ou em outros. Parabéns pela publicação. É de suma importância para quem quer se tornar um deferencial no mercado de trabalho. Valeu as dicas!! Grande abraço!

Fábio Jardel em 07/07/2011:
Na realidade o Governo é o maior vilão nesse contexto. Não investiu na educação de base. Se observarmos na essência ainda não investe; apenas máscara com equipamentos ultrapassados e estúpidas, antiquárias e burocráticas leis que impedem sérios investimentos ou mesmo falta de compromisso e ausência de Governo. Mas está de parabéns pelo artigo. Façamos cada um, esforços e ajudemos o próximo a encontrar caminhos e soluções curtas para se encaixar no atual mercado de trabalho.

Raquel Costa em 07/07/2011:
Gostei muito deste artigo, pois é o que estou vivenciando, falta de oportunidade para aqueles que não possuem experiência. Sou formada em Administração e minhas experiências são voltadas para a área comercial/bancária e quando descobri que não era o que queria para minha carreira resolvi me qualificar fazendo um curso de Pós Graduação em Gestão Estratégica de Pessoas para atuar com Recursos Humanos, já enviei inúmeros currículos e nem chamada para seleção eu sou. Trabalhos voluntários nesta área... Acho difícil uma empresa abrir as portas e olha que já tentei também. O mercado está muito fechado e mudar de área de atuação é muito difícil. Será que não temos o direito de mudar?

ERICKA GOMES RODRIGUES em 05/07/2011:
Por que as empresas preferem com experiências? Tem muitas pessoas boas formadas e querem uma oportunidade, cadê o treinamento, isso poderia suprir a falta de candidatos não qualificados para determinada área.

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