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13/06/2016
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O RH precisa ajudar

Por Irlei Wiesel para o RH.com.br

O sistema no qual estamos inseridos entende que o vencedor é aquele que toma decisões com rapidez. Este conceito é válido para situações especificas como, por exemplo, uma emergência médica, o socorro ao filho, pais, amigos entre outros.

O perigo desta afirmativa está na generalização e mais especificamente no ato de uma compra ou do fechamento de negócios. É neste momento que o ego costuma inflar resultando em uma decisão intempestiva, levando as pessoas a afirmarem: Meu Deus eu agi sem pensar!

Muitas vezes o que aflora o ego é uma significativa carência emocional. Sua influencia nos negócios ou nas compras poderá transformar a realidade em um terrível pesadelo. Já presenciei pessoas fechando um negócio na emoção ao invés da razão.

A emoção é uma inimiga oculta quando o assunto é dinheiro. Explico melhor. O ser humano guarda no seu inconsciente registros de humilhação e privações, não necessariamente ligados ao dinheiro ou à falta dele, mas muito mais pela ausência de amor, respeito e dignidade emocional.

Sabemos que os registros que guardam memórias de rejeição e desrespeito pelos nossos erros, ainda na infância, servem de recheio para intoxicar a autoestima na vida adulta.

Costumo afirmar que o corpo cresce, a idade aumenta, mas a emoção negativa e infantil segue a espera de uma compensação. É neste ponto que está à raiz dos negócios mal feitos, pois no ato do fechamento a criança interior induz sugere uma compensação.

Encurralada pela dor da carência afetiva, a busca pela recompensa é uma forma de amenizar a dor sufocada por anos. Neste cenário, entra em cena o coitadinho que sente que o mundo todo está em festa, e somente ele, está de fora.

Naquele momento, a carência infla o ego, assoprando o perigo. A voz nasce tímida e ganha corpo implodindo a razão e enaltecendo a emoção do coitadinho, do eu mereço que é baseado pelas migalhas de autoestima.

Existem negócios insanos que aprisionam. Prestações assumidas sem a menor condição de pagamento. Uma encrenca absurda resultado de um segundo de fraqueza.

Conheço pessoas que adquiriram um carro, para sentir poder. O volante inspira isso, mas quem financiou o ego exige o pagamento. Como pagar se o emprego se foi, uma doença surgiu e a economia está em crise?

Como garantir a estabilidade para honrar o pagamento? Impossível, não é mesmo? Talvez por esse motivo tantos carros, imóveis, móveis, terras, maquinário, estão sendo confiscados.

Vivemos a epidemia da devolução e da inadimplência. Devemos lembrar que comprar é um negócio e, como tal, não pode ser comparado a uma compra de pirulito. Digo isso, porque na minha infância, quando a coisa apertava e eu estava abalada pela dor do bullying, geralmente uma moedinha comprava o meu passaporte para a felicidade. A degustação do pirulito colorido adoçava a vida cinza e cruel. Era uma troca justa, uma moeda por cor e sabor.

O sistema econômico adotou a tática do pirulito. Ele estimula o consumo como forma de elevar o poder pessoal, e faz parecer que uma moedinha paga tudo. A armadilha neste processo é apelar para a carência do comprador. Ou você acha que uma simples moeda paga algo que custa muitíssimo mais. Claro que não? Bem, movidos pela razão a resposta é clara. Já movidos pela carência do ego, a areia movediça afunda lares e pessoas.

Atenção! Evite fechar negócios na emoção. Seja um investigador. Avalie o contrato e suas implicações, mas acima de tudo avalie a carência afetiva que está motivando o negócio. Se não houver, ótimo, boa sorte e vá em frente!

Orgulho, soberba e o famoso eu sou, eu posso, eu mereço, são péssimos empreendedores. Bons colaboradores e empreendedores são sensatos, conhecem suas carências e estão buscando curá-las. As empresas, com um bom departamento de RH pode auxiliar os colaboradores a encontrar lucidez em meio às turbulências financeiras e emocionais vigentes.

 

Palavras-chave: | aprendizagem | estratégia | educação financeira |

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