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14/04/2015
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Uma meritocracia enraizada nos valores da empresa

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Por mais que um processo seletivo seja bem conduzido, apenas o dia a dia dirá se aquele novo talento que foi contratado atenderá ou não às expectativas do negócio. E para que essa nova aliança firmada entre "empresa e contratado" renda bons frutos, na maioria dos casos, a organização precisa encontrar alternativas para estimular seus profissionais, a fim de que esses não migrem para a concorrência e os índices de rotatividade tendam a apresentar sinais de crescimento. Afinal, é notório que quando um funcionário deixa a companhia ele leva consigo o conhecimento tácito - aquele que não fica registrado nos arquivos de uma empresa e que tampouco pode ser consultado a qualquer momento.

E a preocupação de encantar talentos é algo que já faz parte da rotina de empresas de todos os portes e segmentos. Um exemplo acontece com a Pagar.me - uma startup de tecnologia, aonde os colaboradores que se destacam em seus projetos recebem um convite se tornarem sócios do empreendimento. Para colocar essa ação em prática, a empresa utiliza o conceito de partnership, em que um funcionário ganha participação na sociedade ao surpreender no cumprimento de projetos, tendo como base a meritocracia.

O modelo, vale destacar, foi inspirado em outros programas estudados pelos fundadores da própria Pagar.me e começou a ser aplicado desde a fundação do empreendimento, em 2014. De acordo com Henrique Dubugras, um dos fundadores da startup o objetivo da iniciativa é estimular a inovação constante dos colaboradores e garantir que os funcionários tenham dedicação e alcancem resultados esperados pela companhia.

"Desde o início percebemos que ‘com quem' era mais importante do que ‘com o quê', o que nos fez valorizar as pessoas que contratávamos. As primeiras pessoas que a trouxemos para a empresa são muito bem qualificadas por conta disso. A meritocracia está presente desde nosso processo seletivo: quem entra na empresa é porque merece.

O nosso sistema de meritocracia é de cima para baixo. Conforme o profissional vai se destacando, ele mesmo contrata pessoas para auxiliá-lo e toma conta da gestão desta equipe. Se ele continuar subindo, vira sócio da empresa", esclarece Dubugras, ao acrescentar que dois funcionários já atingiram esse patamar e outros também podem chegar lá, desde que consigam manter a dedicação e cumprimento das metas estipuladas pela diretoria para as equipes que coordenam.

Mérito na Seleção - Sempre que um colaborador passa pelo processo de seleção e ingressa na Pagar.me os diretores têm uma conversa com o recém-contratado, para explicar todos os valores organizacionais que são adotados internamente. Dentro deste contexto, a meritocracia apresenta-se na entrega concreta dos resultados das pessoas junto à organização, mas também se torna importante por ser um canal que veio para reforçar a percepção da pessoa contratada com os valores da startup.

"Em todas as salas de reunião no escritório da empresa, por exemplo, existe um quadro mostrando nossos valores, toda a nossa cultura, e a meritocracia é uma parte muito importante", enfatiza Dubugras, lembrando que a meritocracia foi instituída para aquele profissional que quer fazer mais do que a média, que deseja trabalhar mais do que os demais, foca-se em sair da zona de conforto e gosta de ter o olhar voltado para o futuro.

O Sistema Meritocrático - Na organização Pagar.me, especificamente, existem dois sistemas de remuneração, que não necessariamente estão atrelados um ao outro. O primeiro é o aumento salarial e outro é a possibilidade de se tornar sócio da empresa. "Já tivemos casos dos dois tipos de sistemas que foram utilizados para promover alguém, mas isto depende muito do estágio de vida do funcionário. Atualmente, cada área tem suas métricas de entrega, mas a percepção de que a aderência à cultura está dando certo é quase intuitiva e nós conseguimos notar isso em pequenas atividades do dia a dia", cita Henrique Dubugras.

Como exemplo do sistema aplicado na prática, o fundador da empresa cita a área comercial, porque nesse ponto específico da organização foi adotado um sistema de meritocracia bastante claro que é a comissão por vendas. Quanto mais o profissional vende, mais ele ganha, ou seja, ele faz por merecer. E o gestor comercial também vai ganhar melhor, dependendo do desempenho que o time dele promover.

Peculiaridade - De acordo com Dubugras, pelo fato de ser uma empresa em crescimento, a implementação da meritocracia é um pouco diferente das empresas que estão há vários anos no mercado. Hoje, por exemplo, todos os colaboradores que atuam na Pagar.me têm a meritocracia enraizada em seu dia a dia no trabalho. Mas, ele pontua que este ainda é um processo, de certa forma, intuitivo na mente de todo profissional. Contudo, a diretoria acredita que quando atingir o patamar de mais de 100 pessoas, precisará adotar sistemas mais robustos para medir e classificar a meritocracia.

Ao ser indagado sobre a importância dos líderes no êxito do sistema meritocrático, o fundador da startup é objetivo ao responder que as lideranças atuam 100% em todo o processo. Isso porque, se o sistema da meritocracia não for justo, ninguém vai gostar do processo e cabe aos líderes promovê-lo da maneira correta. Se o sistema não estiver funcionando com uma pessoa em específico, o feedback sempre será o momento mais importante para esclarecer o que pode ser feito para que sejam instituídas melhoras expressivas.

Por fim, Henrique Dubugras expressa sua satisfação em relação à meritocracia. "Acredito que acertamos no processo de recrutamento de novos talentos. Não contrataríamos pessoas, por exemplo, que não fossem adeptas a um sistema que valoriza a meritocracia. A gente acredita em entrevista certeira e nosso processo seletivo é bem longo. Mas, depois de contratado, o profissional fica conosco por bastante tempo", conclui.

 

Palavras-chave: | Pagarme | Henrique Dubugras | meritocracia |

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