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15/03/2016
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Talentos motivados “abraçam e vestem a camisa” da empresa

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Quando uma empresa surge, pelo menos na teoria, seus dirigentes devem ter em sua filosofia uma disposição contínua para oferece os melhores produtos para seus clientes. Contudo, isso só é possível quando a organização conta com um time motivado, afinal as pessoas são as responsáveis por todos os processos - desde a elaboração do produto até o atendimento ao cliente externo.

Na empresa Pitzi, organização que atua com planos de proteção contra acidentes para celular por meio da internet, com sede localizada na cidade de São Paulo/SP, e que conta com cerca de 80 colaboradores, motivar os profissionais tornou-se uma rotina e isso já se tornou parte da sua cultura organizacional. De acordo com Lais Trajano, Head de People, a organização nasceu de uma intenção genuína de criar experiências humanas surpreendentemente incríveis para os consumidores - sempre ouvindo, respeitando e agindo rapidamente para solucionar problemas.

"Se temos todo esse carinho com o consumidor externo, é natural trazer essa mesma atenção para dentro da empresa, e por isso sempre fomos muito preocupados com nossa cultura e com a empresa que estamos criando: queremos que as pessoas amem estar aqui. Veja bem: eu disse ‘estar' ao invés de ‘trabalhar'. É que nossa visão extrapola a dimensão do trabalho, do intelecto, do recurso humano que a empresa usa. Não acreditamos na separação entre o profissional e a pessoa. Usamos uma abordagem integral, considerando sempre três dimensões: intelecto, corpo e coração. Por isso, temos uma abordagem bem ampla de felicidade aqui dentro", complementa Trajano, ao acrescentar que sem dúvida alguma essa visão cria um ambiente propício à motivação interna.

Lais Trajano - Head People da PtiziLais Trajano comenta que as pessoas que formam o time da Pitzi não somente colaboram com as ações motivacionais, elas realmente são protagonistas das ações, uma vez que idealizam, sugerem, cobram, organizam-se e fazem acontecer. Inclusive, a Head de People chega a comentar que a empresa possui cultura muito focada na liberdade e autonomia, pois a alta direção é otimista e acredita que as pessoas sempre vão surpreender.

Nesse sentido, a área de People Operations tem um papel de mediador e atua como um agente facilitador para dar suporte, a fim de que as iniciativas aconteçam. Já a People Ops estrutura os comitês, faz pesquisas, grupos de trabalho e envolve as pessoas para iniciar projetos que depois devem ser liderados de maneira orgânica na empresa, por qualquer pessoa independentemente de sua área de atuação. "Um exemplo disso é o nosso Happiness Team - um grupo de voluntários que conta com um orçamento pré-definido para realizar ações com um único objetivo: diversão. Eles já organizaram eventos como Dia das Crianças, Halloween, festa de final de ano, churrascos, entre outros eventos", detalha Lais Trajano.

COMUNICAÇÃO INTERNA - Ao ser questionada em relação à forma como as ações motivacionais são divulgadas entre os colaboradores, a Head de People diz que a Pitzi acredita muito na comunicação real ao vivo e para a corporação "tomar um café" produz muito mais impacto do que produzir um informativo e divulga-lo por e-mail. Para isso, existem os membros dos comitês internos da organização assumem o papel de divulgar e engajar outras pessoas os projetos, a fim de que eles se tornem embaixadores de um objetivo. "Nossa experiência mostra que um pequeno grupo transversal focado consegue influenciar a empresa como um todo. Claro que em paralelo temos algumas ferramentas de comunicação interna, como o e-mail ‘tá rolando na Pitzi", ou nossa intranet wikiPitzi, reuniões mensais como nosso all hands breakfast que são usadas para divulgar ações e informações de diversos tipos, inclusive as ações que têm impacto direto na vida das pessoas", detalha Trajano, ao acrescentar que os líderes da empresa têm um papel muito importante, pois eles ouvem, conhecem e percebem seus times.

CULTURA COM CARINHO - Um detalhe destacado pela Head de People, é que um dos atributos da cultura da Pitzi é o "carinho", que diz respeito à intenção genuína de escutar, respeitar e entender as pessoas, com cuidado. Para ela, são muitas as variáveis que podem impactar negativamente na motivação ou na felicidade de um colaborador no trabalho. "Se um profissional está com problema pessoal e fica angustiado, não se sente desafiado nas suas atividades e fica desmotivado ou, ainda, não consegue trazer resultados por alguma razão e acaba se frustrando, o líder deve ser o primeiro a perceber, entender, e agir para ajudar essa pessoa, olhando cada membro do seu time com cuidado. Isso deve acontecer diariamente e bons líderes o fazem com dedicação", defende Lais Trajano.

A organização também conta com um sistema contínuo de desenvolvimento chamado Ciclo de Feedback Pitzi - que garante que o processo será realizado de forma estruturada, ao menos quatro vezes por ano. Em paralelo, pensando numa dimensão mais coletiva, na Pitzi o líder tem o papel de avaliar e entender o clima do seu time como um todo e pode sugerir, realizar e desenvolver ações que influenciem um objetivo único daquela equipe time. Vale destacar que, no geral, na empresa as lideranças sempre devem sinalizar as reais necessidades do time, como um termômetro, e dessa forma atuam fazendo papel de investigadores.

Colaboradores da Pitzi em momento de descontração.AÇÕES MOTIVACIONAIS - Ao ser indagada sobre as principais ações motivacionais adotadas pela Pitzi, Lais Trajano destaca que várias iniciativas são adotadas no dia a dia. Porém, ela enfatiza que com certeza a maior iniciativa está intrínseca relacionada à cultura de liberdade, confiança e flexibilidade. "Como dito antes, não acreditamos na separação entre o profissional e a pessoa. Usamos uma abordagem integral, considerando sempre três dimensões: intelecto, corpo, e coração, olhando e respeitando a pessoa como um todo. Isso significa que se o seu cachorro ficar doente, te daremos liberdade para ficar com ele, trabalhar em home office, tirar um dia para ir ao veterinário, ou outra coisa que seja realmente útil para você naquele momento. Por que isso? Porque acreditamos que uma pessoa não vai trabalhar bem, não vai conseguir ter foco, ser produtiva e desenvolver um trabalho incrível se estiver superpreocupada, aflita e angustiada. Focamos mais em qualidade de resultados do que em horas trabalhadas, por exemplo, e com certeza essa abordagem colabora para a qualidade de vida para as pessoas", argumenta.

Além disso, ela reforça que a People Ops estrutura os comitês, realiza pesquisas, organiza grupos de trabalho e envolve as pessoas para iniciar projetos que depois devem ser liderados de maneira orgânica na empresa, por qualquer pessoa seja qual for a sua área - como o Happiness Team. Outra iniciativa que merece destaque, continua Lais Trajano, é o Comitê da Casa. "Este comitê surgiu para resolver problemas pontuais e melhorar a estrutura dos nossos escritórios. Envolvendo diversas pessoas de diversas áreas conseguimos criar um Manual de Carinho com a Casa - que funciona como um manual de normas e regras, e priorizar mudanças estruturais, como melhoria na iluminação por exemplo. Uma ação que surgiu espontaneamente foi o PitziPança: um campeonato para estimular quem começou o ano com foco em atingir um peso responsável e saudável. Diferente das outras iniciativas, essa surgiu e foi liderada pelos próprios Pitziers desde o começo, sem nenhuma intervenção da área de People Ops", detalha.

MUITO JOVEM -
Lais Trajano diz que por a Pitzi ser uma empresa muito nova, a organização ainda não conta com mecanismos que possam mensurar a motivação dos colaboradores no ambiente corporativo. Contudo, a partir das percepções dos gestores e da alta direção, ela acredita que o índice interno de felicidade está acima de oito, o que é considerado um ótimo resultado. "Precisamos melhorar nisso. Não temos ainda um método de avaliação formal para avaliar nossos comitês, os nossos eventos, por exemplo. Contudo, realizamos um acompanhamento de reações espontâneas das nossas ações junto aos nossos talentos", conclui.

 

Palavras-chave: | Pitzi | Lais Trajano | programa motivacional | talento |

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