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29/08/2016
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Sobre a depressão e a euforia de cada dia

Por Rosangela de Fátima Souza para o RH.com.br

Em tempos de Olimpíadas, Dilma, reforma fiscal, Eduardo Cunha, 11% de taxa de desemprego, Lava-Jato, terrorismo, queda do dólar... Estamos oscilando entre depressão e euforia diariamente.

Nas organizações e em nossas carreiras, o sentimento não é diferente. Nossos dias são tomados por medos e esperanças. Medo de ser demitido, de perder aquele cliente importante, de ser substituído pelo jovem que fala inglês fluentemente, de não vender nada neste mês. Esperança de tudo melhorar agora, depois das Olimpíadas, e depois de organizarem a bagunça política e econômica no país.

Temos de nos preparar para o pior, mas sempre esperar pelo melhor. Vejo pessoas investindo, todos os dias um pouquinho, em algo que os torne profissionais mais qualificados e, acima de tudo, pessoas melhores e mais felizes. Isso ajuda a diminuir medos e a encarar tudo com mais serenidade. Parece funcionar.

Conheço outros - admiráveis - que encontraram outra forma de apaziguar diariamente as emoções extremas, exercitando o olhar para encontrar a "flor de lótus no meio da lama". O que tem de bom nesta situação ruim? O que estou aprendendo? Como evito isso no futuro? Será que fui eu que causei? E na hora do sucesso, quando "nos sentimos o máximo", eles exercitam a humildade e a compaixão. Parece aula de catecismo, mas acho que muitos de nós - eu, inclusive - estamos no nível básico das duas lições.

Quanto mais experientes, mais nos especializamos em encontrar gotinhas de lama no meio do lindo jardim. O olhar treinado para encontrar erros e inadequações pode nos cegar para o belo, aumentar nosso estresse e infelicidade, e, comprovadamente, diminuir nossa saúde física e mental.

Continuo sócia e diretora da Companhia de Idiomas, trabalhando em tempo integral para a empresa que fundei e que amo, mas há três meses estou morando em Canela (aquela cidadezinha bonita ao lado de Gramado, na Serra Gaúcha), depois de nascer e viver por 47 anos na cidade de São Paulo. Essa mudança me fez notar minha cegueira, entre tantas coisas que uma mudança causa. Um lugar lindo, uma natureza maravilhosa - e eu percebo que de vez em quando caminho olhando para baixo, revoltadinha com um lixo encontrado aqui e ali, na calçada. Estou ainda aprendendo, humildemente, a recolher o que posso e - o mais difícil - não julgar quem jogou. Não aprendi, mas gosto de tentar. Aprendendo a levantar a cabeça para olhar o belo que me cerca, me importando menos com o que me incomoda. E a não querer necessariamente mostrar nas redes sociais. Só ver, viver e sentir mesmo.

Penso que normalmente priorizamos o circunstancial, e negligenciamos o permanente. O lixo é circunstancial e pode ser retirado com um gesto rápido. A natureza pode ser permanente e deve ser admirada e internalizada. O (des)emprego é circunstancial, a carreira é mais permanente. Uma rede social é circunstancial, vai sendo substituída por outra. A capacidade de olhar e sentir é permanente.

É hora de um pouco de silêncio, para descobrirmos a terceira margem do rio, brilhantemente narrada por Guimarães Rosa. O momento perfeito para refletirmos sobre nossas ações, reações, omissões e histerias diante das nossas vidas incertas.

 

Palavras-chave: | emoção | meta | desemprego |

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