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23/08/2016
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Reflexões de um executivo

Por Thiago Muniz para o RH.com.br

Minha equipe não reclama.

Passo por ele antes de chegar à minha sala e todos estão trabalhando.

Olhares fixos para papéis e computadores.

Não existem conflitos entre meus funcionários.

Vejo-os todos os dias com pouquíssimas conversas e nenhuma discussão que possa quebrar o clima silencioso.

Minha equipe não questiona muito e sai logo executando o que foi pedido. Por isso, vivo na mais plena tranquilidade. Não tenho dores de cabeça e o estresse é zero.

Minha equipe possui um grau elevadíssimo de seriedade. Quem vê pode pensar que são apáticos, mas com isso as brincadeiras não existem e o tempo é totalmente voltado ao trabalho. Sem interrupções.

Quase não preciso estar entre eles. A obediência reina com uma regra disciplinar.

Minha equipe não me olha muito. Eles não mostram qualquer reação com minha presença.

Talvez, uma ideia de alguém poderia oxigenar um pouco a atmosfera do escritório. Mas, ninguém ousou fazer isso.

Talvez por estarem muito focados na execução.

Acho que minha equipe tem como objetivo me agradar, pois a frase que mais ouço é "Sim, senhor!".

Sou um chefe realizado, a única coisa que não entendo é como eles têm tanta energia para ficar na empresa todos os dias três horas, após o expediente adiantando o serviço.

[Seis meses depois, todos os funcionários daquele setor pedem demissão, abrem sua própria empresa e abocanham mais de 80% dos clientes. O executivo da história foi desligado da empresa devido à falência desta].

Um líder jamais se satisfaz com a "superfície" das pessoas. Jamais associa sucesso com ausência de atritos. Inovações dependem muitas vezes de um "não concordo" e há a necessidade da presença de uma liderança que leve de forma saudável as pessoas a questionarem e buscarem a atitude do não conformismo.

Criando uma relação em que a própria liderança coloque a "cara pra bater" permitindo que sua equipe mostre sua visão contestadora à suas ideias.

Enquanto a arcaica visão de chefia se preocupa em perder seu posto de autoridade, o líder quebra a visão de "hierarquia intocável" e se coloca com um integrante na mesma linha de importância que os demais, sem privilégios, sem protecionismo!

Isso cria uma relação de confiança e não de falso respeito como acontecia com o executivo da história.

A obediência acompanhada com o silêncio constante oferecendo nenhum tipo de "atrito" de ideias sustentado pela ausência de liderança, criou um cenário perigoso: calmo na superfície e revolto em seu interior.

 

Palavras-chave: | estilo de liderança | equipe | relacionamento interpessoal |

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