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23/02/2016
RH » Grupos » Entrevista Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Equipes são desejadas, mas não são fáceis de serem formadas!

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

As pessoas fazem o diferencial para as organizações e isso não é mais novidade. Contudo, não é suficiente "lotar" o quadro funcional, é fundamental que a empresa conte com colaboradores que saibam trabalhar em equipe. Contudo, essa é uma questão que preocupa as organizações, uma vez que muitos profissionais apresentam a tendência a atuar em grupo, a valorizarem o individualismo e isso culmina impactando negativamente nos resultados do negócio.
Para falar exatamente sobre o assunto Equipe X Grupos o RH.com.br entrevistou Gislaine Righi, consultora da ChimpanSeg que desenvolve trabalhos com foco no desenvolvimento de equipes. Segundo ela, para que o espírito de equipe se faça presente na empresa, a liderança deve motivar o time. Porém, o que acontece, muitas vezes, é na busca desenfreada por resultados os gestores estimulam a competitividade acirrada entre as pessoas e, consequentemente, os índices de estresse tendem a aumentar. "Quando falo em competitividade acirrada dentro da própria empresa, ao invés da equipe trabalhar em conjunto para a obtenção de resultados e objetivos que beneficiem a todos, pode acontecer que alguém tente denegrir o trabalho do outro apenas para conseguir mais status interno ou ter uma melhor colocação de cargo", alerta. Durante a entrevista, Righi pontua outros fatores relevantes para que façamos uma reflexão sobre como estimular o trabalho em equipe no dia a dia corporativo. Boa leitura e até breve!


RH.com.br - O que diferencia os profissionais que atuam em grupos daqueles que trabalham em equipes?
Gislaine Righi - Existe uma diferença significativa para produtividade para as organizações quando paramos para avaliar como as pessoas trabalham: se em grupo ou se em equipe. Quando os profissionais de uma organização apresentam a tendência de apenas formarem grupos, as pessoas agem no ambiente de trabalho de forma individualista, na qual cada um faz sua parte e pouco se importam com o que acontece com o todo, com o que agrega valor para os resultados. Já quando a empresa conta com equipes, os indivíduos que fazem parte do seu quadro funcional atuam juntos em busca de objetivos comuns e os resultados tornam-se muito mais expressivos, pois os profissionais têm uma visão diferenciada e estão dispostos a somarem esforços.

RH - Por que nos últimos anos as organizações têm valorizado tanto a competência "saber trabalhar em equipe"?
Gislaine Righi - Simplesmente porque as empresas competitivas e que querem se manter no mercado já sentiram o diferencial entre contar com grupos e equipes. Com o tempo, as organizações tiveram uma percepção de que a produtividade do trabalho quando é vivenciada por times, torna-se muito mais favorável à obtenção e até mesmo à superação de metas, sem mencionar que quando os colaboradores formam equipes, eles favorecem a criação de um ambiente propício à sinergia.

RH - Que fatores contribuem para que o espírito de equipe esteja presente nas organizações?
Gislaine Righi - É fundamental que todos os profissionais, e quando digo todos, envolvo todos os níveis hierárquicos estejam cientes dos objetivos e das metas, para que possam alcançá-los com autonomia e obviamente com o apoio de uma liderança que sempre esteja disposta a estimular as iniciativas dos membros do time. E isso tudo só ocorre quando existe clareza na comunicação interna.

RH - Trabalhar em equipe tornou-se fundamental tanto para as empresas quanto para os profissionais. Contudo, na prática observamos que as pessoas sentem dificuldade de entrar em "sintonia" no dia a dia de trabalho. Por que isso ocorre?
Gislaine Righi - Em primeiro lugar, para que o espírito de equipe se faça presente numa determinada empresa, a liderança deve saber estimular o trabalho em time e o que acontece, muitas vezes, é na busca desenfreada por resultados, os gestores estimulam a competitividade acirrada entre as pessoas e, consequentemente, os índices de estresse tendem a aumentar. Quando falo em competitividade acirrada dentro da própria empresa, ao invés da equipe trabalhar em conjunto para a obtenção de resultados e objetivos que beneficiem a todos, pode acontecer que alguém tente denegrir o trabalho do outro apenas para conseguir mais status interno ou ter uma melhor colocação de cargo. Consequentemente, atitudes dessa ordem minam a produtividade e o clima organizacional de trabalho. Geralmente, a falta de comunicação, de transparência nos processos e a questão da competitividade comprometem significativamente o trabalho em equipe.

RH - Então, a competição acirrada tem contribuído para que as pessoas deixem "de lado" o espírito de equipe?
Gislaine Righi - Na constante preocupação que as pessoas abraçaram de terem destaque dentro das empresas, o desgastes nas organizações vêm gerando um clima muito ruim de trabalho, pois cada um quer ter o seu reconhecimento e aquele sentimento de espírito de equipe passa a ser colocado em segundo plano e em, muitos casos, é completamente esquecido. O que ocorre? Começam a surgir as competições acirradas dentro dos próprios times e isso tem ocorrido, não se assustem, em virtude de estímulos dados por muitos líderes que passam apenas a se preocupar, a ter foco em atingir resultados, custe o que custar.

RH - Em resumo, em sua opinião quais os grandes vilões que prejudicam o trabalho em equipe?
Gislaine Righi - Sem dúvida alguma: falta de clareza na comunicação interna; presença de lideranças competitivas e estimulem a competitividade acirrada entre os times; e ausência de confiança entre as pessoas no ambiente de trabalho.

RH - Na prática, que ações podem ser adotadas pela área de Recursos Humanos para estimular o espírito de equipe entre os talentos?
Gislaine Righi - Através da área de RH as pessoas precisam ter claras quais são as suas metas e a suas respectivas atuações dentro da equipe, tudo através da disseminação de informações claras. A liderança, por sua vez, exerce um papel primordial para gerar confiança na atuação da área de RH e estimular, por consequência, melhores resultados.

RH - Que sinais demonstram que o espírito de equipe inexiste numa organização?
Gislaine Righi - O clima organizacional comprometido é o primeiro sinal que costuma a aparecer, pois as pessoas passam a demonstrar que estão desmotivadas, sem comprometimento e sem respeito entre si. A competitividade acirrada passa a ser uma constante e as fofocas passam a ganhar mais espaço em um ambiente de trabalho em que inexiste o trabalho em equipe. Tudo isso somado acarretará na baixa da produtividade seja individual ou no departamento.

RH - A pesquisa de clima organizacional pode tornar-se uma aliada das empresas que desejam fortalecer o espírito de equipe entre os profissionais?
Gislaine Righi - Quando bem aplicada e quando os resultados não ficam engavetados, esquecidos, a resposta é "sim". Isso porque a pesquisa de clima pode gerar informações valiosas que colaboram para a melhoria não apenas do clima, mas também de vários processos corporativos. O mais importante de tudo é utilizar os dados obtidos através da pesquisa para que ocorram as mudanças necessárias. Vale lembrar que esse instrumento é muito valioso e por isso, seus gestores devem zelar pelo sigilo das informações obtidas, para que esta pesquisa não vire "caça às bruxas" e caia em descredito total junto aos colaboradores.

RH - Em sua opinião, que providências o gestor deve adotar quando percebe que o espírito de equipe do seu time está comprometido?
Gislaine Righi - A primeira atitude que o gestor de pessoas deve ter é estar disposto a ouvir sua equipe e fazer todo o esforço possível para entender o que esta acontecendo, ou seja, para identificar que fatores estão contribuindo para que seus subordinados deixem de atuar em equipe. Além disso, quanto mais rápido for identificado esse fator, a situação poderá ser resolvida no menor tempo possível.

 

Palavras-chave: | Gislaine Righi | equipe | clima organizacional |

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