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17/02/2016
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Nove fatores importantes ao administrar conflitos

Por Ernesto Artur Berg para o RH.com.br

Seja você gestor ou não, gerenciar a maneira como expressamos os sentimentos de raiva é fundamental para convivermos pacificamente com os outros, e também essencial para administrar conflitos. Se formos incapazes de expressar calma e racionalmente nossos argumentos e sentimentos, as pessoas irão adotar atitudes de afastamento ou de agressividade, conforme o caso.

A ira não é necessariamente ruim em níveis controláveis quando, por exemplo, nos colocamos contra uma situação inadequada e prejudicial. O perigo é a intensidade e a escalada dela que, quando intensa, pode atingir o ponto de descontrole emocional e, consequentemente, a situações desastrosas.

Veja a seguir nove fatores importantes ao administrar conflitos!

Não varra os problemas para debaixo do tapete

Se houver um conflito enfrente-o, usando para isso a abordagem que melhor se coadune com o momento. Não ignore a situação, nem contemporize achando que o tempo sanará o desentendimento. O tempo quase sempre só agravará a discórdia.

É comum não querermos enfrentar os problemas porque eles se tornaram difíceis. Mas, eles se tornaram difíceis foi exatamente por não querermos enfrentá-los.

Mas, em certas situações...
Pode, no entanto, haver situações especiais em que é mais vantajoso não encarar o conflito do que enfrentá-lo, pois a relação custo-benefício é desfavorável. Nesse caso use o método afastamento ou a acomodação de gerenciamento de conflito, e fique atento aos acontecimentos para o caso que tenha de agir sobre a situação.

Evite impor soluções
Não se deixe levar pela ilusão do poder e da autoridade para enfrentar um conflito e impor soluções. Eles só vigoram enquanto você tiver crédito na empresa, e crédito é uma coisa muito volátil no mundo atual, onde as coisas mudam rapidamente. É como diz o ditado: "Trate bem as pessoas quando você estiver por cima, pois são as que provavelmente o auxiliarão quando despencar".

Evite confrontos desnecessários
Tratando-se de coisas periféricas e de pouca importância não discuta, a menos que esteja preparado para se aborrecer e perder tempo.

Não deixe o conflito definir suas prioridades
Dê o tempo necessário ao conflito, mas não permita que ele defina suas prioridades, e interfira em suas outras atividades, pois muitas tarefas e assuntos importantes da organização podem estar sendo relegados ao segundo plano na tentativa de lidar com o conflito.

Não encare o conflito com descaso
O senso de perspectiva é essencial. Muitos gestores não querem perder tempo com o conflito e procuram soluções profiláticas, que em médio ou longo prazo não irão resolver a contenda e que mais adiante ressuscitará.

Se você não dispuser de tempo, ou não quiser "desligar-se" de suas atividades e se dedicar a resolver o conflito, essa turbulência acabará por "desligá-lo" e exigirá sua atenção, até você solucioná-lo.

Evite o uso de linguagem negativa num confronto
Elimine a linguagem negativa. Ela, por si só, é provocadora de discórdias e confrontos totalmente desnecessários. Palavras ou frases como: "Nunca", "Impossível", É proibido", "Jamais", "Está tudo errado", "Discordo", "É perda de tempo", "Não vejo saída", "É sempre assim", "Não sei o que fazer", são termos de reprovação, censura, desânimo ou complacência.

O vocabulário negativo destaca o que não pode ser feito, em detrimento das soluções e ações positivas. Substitua palavras negativas pelas positivas, enfocando o que pode ser feito, quais as opções, ganhos e benefícios.

Deixe sempre uma saída honrosa
Não pressione alguém até o limite de ele não ter saída, mesmo que você tenha todos os trunfos. Qualquer solução que seja adotada nessa situação será uma solução pobre e de alcance limitado, pois o oponente foi humilhado. Deixe sempre uma rota de escape; proponha alternativas para ele escolher, ou solicite sugestões a outra pessoa, mas dê a ela a chance de uma saída honrosa para "livrar a cara".

Não piore a situação
É fácil piorar a situação quando as coisas já estão ruins, porque as pessoas perdem a lucidez e a capacidade de avaliar a intensidade do conflito. Não faça eco à Lei de Murphy: "Se algo está ruim, certamente piorará ainda mais". Mantenha a mão no leme e reverta a situação através de atitudes e ações positivas, analisando objetivamente os fatos, e estabelecendo um plano de ação claro e específico que elimine ou, pelo menos, minimize o problema.

Lembre-se: ou administramos os conflitos ou os conflitos nos administram. Depende só de você.

* Texto extraído e condensado do livro "Administração de Conflitos", de Ernesto Berg.

 

Palavras-chave: | conflito | estilo de liderança | equipe |

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