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13/06/2016
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Inadimplência atinge mais da metade das empresas e bate recorde

O número de companhias inadimplentes bateu recorde, revela estudo da Serasa Experian. Levantamento de abril de 2016 apontou que 4,4 milhões de empresas estão negativadas, das cerca de 8 milhões em operação no cenário nacional. As dívidas atrasadas totalizam R$ 105,6 bilhões. O número de inadimplentes é o maior já registrado pela Serasa Experian desde que iniciou a medição, em 2015, quando pela primeira vez a inadimplência afetou 3,7 milhões de companhias. Em junho de 2015, verificou-se 3,8 milhões de empresas inadimplentes. De março de 2015 a março deste ano mais de 577 mil se somaram às empresas já negativadas, o que equivale a mais de uma empresa por minuto. Em média, depois de 60 dias com débitos em atraso, a empresa já é negativada nos birôs de crédito.

O estudo revelou ainda que, do total de companhias inadimplentes, 45,2% são comerciais (comércio de bebidas, vestuário, veículos e peças, eletrônicos, entre outros), 45% são do segmento de serviços (bar, restaurante, salões de beleza, turismo, entre outros) e 8,9% são indústrias.

O Sudeste é a região que concentra a maioria das empresas com dívidas em atraso do país: 51%. Em segundo lugar aparece o Nordeste, com 17,9%, seguido do Sul (16,6%), Centro-oeste (8,9%) e Norte (5,7%).

Quase metade das empresas inadimplentes possui quatro dívidas ou mais (48,5%). Depois estão aquelas com uma dívida em atraso (29,9%) e as empresas com duas pendências financeiras (13,3%). As companhias com três dívidas atrasadas são a minoria (8,3%). A maioria das empresas está inadimplente com apenas um credor (57,1%). Do total, 22,4% têm conta em atraso com mais de três credores e 20,5% apresentam pagamentos pendentes para dois credores.

A maioria das empresas está inadimplente com apenas um credor (57,1%). Do total, 20,5% têm conta em atraso com mais de três credores e 22,4% apresentam pagamentos pendentes para dois credores.

O estudo também mostrou que as empresas com faixa etária entre 2 e 5 anos são responsáveis pelo maior percentual entre as inadimplentes (37% do total). Em seguida, estão as empresas com idade entre 6 e 10 anos (22,7%). Veja, abaixo, a tabela completa.

O tempo de atraso das dívidas não pagas também foi apurado pelo estudo. O resultado mostra que a maioria das pendências tem entre 1 a 2 anos (21,4%) e 17% de 2 a 3 anos de existência. Apenas a minoria (2,7%) registra dívidas com até 30 dias de atraso.

Quadro das empresas preocupa - Segundo os economistas da Serasa Experian, metade das empresas estar inadimplente é uma situação mais preocupante do que a inadimplência do consumidor, que já atingiu 41% da população adulta. O quadro recessivo que se instalou na economia brasileira desde o ano passado afeta diretamente o ritmo dos negócios e, por consequência, a geração de caixa por parte das empresas. Além disto, a crescente elevação dos custos financeiros (taxas de juros mais altas) e de mão-de-obra (salários crescendo acima da produtividade) impõe maiores dificuldades financeiras para os negócios. A grande maioria das empresas negativadas são pequenas e médias e elas concentram a maior parcela da geração de empregos no Brasil. A falta de caixa para honrar as dívidas também impacta o pagamento de salários, o que ajuda a engrossar as taxas de desemprego.

Orientação da Serasa Experian - Para orientar os empresários que estão em situação de inadimplência, os especialistas da Serasa Experian apresentam um passo a passo para colocar a casa em ordem:

1) Reconheça as dívidas
Anote quanto você deve a cada fornecedor, instituição financeira e ao Governo (taxas e impostos).

2) Liste as prioridades
Coloque em ordem de prioridade a dívida atrasada que deve ser sanada em primeiro lugar. Os critérios para estabelecer essas prioridades são objetivos: o custo da dívida, a interrupção do serviço por parte de fornecedores estratégicos, as penalidades associadas às dívidas em atraso - como execução de garantias, risco de execução judicial ou extrajudicial -, a perda de crédito junto aos bancos e/ou agentes financeiros não bancários, como as factorings etc.


FONTE: Serasa Experian

 

Palavras-chave: | Serasa Experian | mercado de trabalho | pesquisa |

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