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28/05/2015
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Talentos preferem avaliação contínua ao invés das revisões anuais de desempenho

Os rankings de desempenho de funcionários estão ficando para trás. Hoje, os funcionários querem processos mais transparentes de estabelecimento de metas e feedbacks mais regulares dentro de processos de avaliação de performance mais simples e menos formais. Estas são algumas das conclusões do Relatório de Gestão de Desempenho publicado pelo Top Employers Institute. O estudo é baseado em uma pesquisa global de Melhores Práticas de RH feita com 600 empresas em 99 países.

No Brasil, participaram 26 empresas que, juntas, empregam mais de 300 mil colaboradores. Elas comprovam que nesse tema as empresas brasileiras estão totalmente alinhadas à tendência global. Aqui, 100% delas treinam seus gerentes para dar a seus funcionários um feedback aberto e construtivo em uma base contínua - percentual que nos coloca à frente da França (79%), Itália (87%) e Reino Unido (90%), por exemplo. Aliás, em 79% das organizações participantes no Brasil, os objetivos de desempenho dos gerentes são completamente transparentes para seus subordinados diretos. Na França, esse índice é de apenas 13%; na Alemanha, 43%.

91% das empresas certificadas pelo Top Employers Institute em todo o mundo, com base em um minucioso levantamento sobre suas práticas de RH, passaram a realinhar as metas de desempenho de seus colaboradores ao longo do ano, o que marca uma grande mudança do modelo tradicional de revisão anual para um feedback mais constante. No Brasil, 84% das organizações participantes da pesquisa já têm flexibilidade, em seus processos de Gestão de Desempenho, para ajustar os objetivos ao longo do ano em resposta às necessidades de negócio que mudam no período - mesmo percentual das que avaliam a performance de seus colaboradores continuamente.

"Uma das principais conclusões do nosso estudo é que a gestão de performance evoluiu de um evento anual com objetivos rígidos para um processo transparente de diálogo contínuo, com metas flexíveis, que está mais incorporado no dia a dia das operações, de forma a lidar melhor com mudanças. As empresas que se tornam Top Employers redefiniram performance como a capacidade de colaborar e contribuir para o sucesso de uma equipe ", afirma David Plink, CEO do Top Employers Institute. "Estamos definitivamente prestes a ter uma mudança de paradigma na forma como olhamos para a gestão de desempenho".

Mensuração tradicional de desempenho é vista como demasiadamente complexa

Embora os funcionários concordem que é importante medir o desempenho, os atuais processos são considerados demasiadamente complexos e dependentes de métricas percebidas como desatualizadas em relação ao ambiente de trabalho de hoje. A pesquisa mostra que os funcionários não querem mais ser classificados, mas sim treinados e desenvolvidos por seus líderes.

Antes, o foco da Gestão de Desempenho era sobre indivíduos e tarefas individuais. Mas como muitas empresas passaram a promover uma cultura de trabalho mais conectado e baseado em equipes, a mensuração tradicional de desempenho deixou de refletir esta nova realidade. No Brasil, 95% das organizações participantes já definiram claramente sua cultura de Gestão de Desempenho. Em 84% dos casos, as brasileiras usam um método de metas em cascata para garantir que os objetivos individuais estão alinhados à estratégia organizacional. Em 89% delas, o reconhecimento dos colaboradores é uma atividade contínua e formalmente definida que integra um ciclo de gestão de performance.

As empresas certificadas pelo Top Employers Institute pela qualidade de gestão de seus recursos humanos estão gradativamente incentivando suas equipes a se envolverem mais com o gerenciamento de seu desempenho para que eles possam se sentir no controle do progresso. No Brasil, em 84% das organizações os funcionários fornecem inputs para estabelecimento de seus objetivos individuais e, em 100% delas, para a avaliação de seu desempenho. Essas empresas já perceberam que uma abordagem inclusiva ajuda a apoiar uma cultura de alto desempenho que, por sua vez, ajuda a acelerar a estratégia da empresa.

Na busca por métodos e indicadores mais alinhados à nova realidade do trabalho, em 68% das empresas participantes da pesquisa no Brasil, o input dos colegas de trabalho também é levado em conta na avaliação de desempenho. Esse percentual é de 43% na França, 47% na Bélgica e 49% na Alemanha. Segundo o estudo, agora as principais habilidades são a percepção do grupo, agilidade e flexibilidade, de modo que as empresas de melhor desempenho almejam avaliar a eficácia dos funcionários em um conceito mais amplo de ambiente de trabalho.

Por fim, a pesquisa destaca um enfraquecimento na relação entre Gestão de Desempenho e remuneração, com pouco mais de 10% dos participantes considerando entre os objetivos da Gestão de Desempenho o fornecimento de uma base para aumentos salariais. "Isto mostra como os objetivos globais da Gestão de Desempenho estão mudando. Uma ligação rígida entre o desempenho e a remuneração impõe uma forte ênfase no desempenho individual, mas não é eficaz quando se olha para a contribuição de um empregado para o desempenho da organização ou o desenvolvimento de outros funcionários", explica David Plink.

Sobre o Relatório de Gestão de Desempenho

O Relatório de Gestão do Desempenho é o segundo de uma série de estudos sobre condições de trabalho que o Top Employers Institute lançará em 2015. Todos têm por base as conclusões da pesquisa de Melhores Práticas de Recursos Humanos Top Employers, a qual examina uma amostra de 600 organizações certificadas em 99 países, representando vários milhões de empregados. Ela avalia o ambiente de Recursos Humanos de uma organização nas áreas de estratégia, implementação de políticas, monitoramento e comunicação de condições e desenvolvimento dos funcionários. A parte gratuita do relatório de gestão de desempenho pode ser consultada em hr-insights.top-employers.com/report-summary-performance-management . O Top Employers Institute certifica globalmente quem alcança níveis de excelência nas condições para seu pessoal.


FONTE: Aviv Comunicação

 

Palavras-chave: | Top Employers Institute | David Plink | avaliação de desempenho |

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