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01/08/2012
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Produção industrial varia 0,2% em junho

Em junho de 2012, a produção industrial variou 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, após três meses seguidos de taxas negativas que acumularam perda de 2,1%. Em relação a igual mês do ano passado, a indústria apontou queda de 5,5%, décimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação e o mais intenso desde setembro de 2009 (-7,6%). No fechamento do segundo trimestre de 2012, o setor industrial ficou negativo tanto no confronto com igual período de 2011 (-4,5%), como em relação ao trimestre imediatamente anterior (-1,1%). O índice acumulado para os seis primeiros meses do ano registrou queda de 3,8%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 2,3% em junho de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%) e assinalou a taxa negativa mais intensa desde fevereiro de 2010 (-2,6%).

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página - www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfbr/.

Em junho, 12 dos 27 ramos apontaram avanço na produção

Na variação positiva de 0,2% da atividade industrial na passagem de maio para junho, 12 dos 27 ramos investigados apontaram avanço na produção, com destaque para os setores de outros equipamentos de transporte (12,5%), farmacêutico (8,6%) e de veículos automotores (3,0%). Vale ressaltar que, com o resultado desse mês, a primeira atividade reverteu a queda assinalada em maio (-0,6%), a segunda interrompeu três meses de taxas negativas que acumularam perda de 11,4%, e a última recuperou parte do recuo de 3,6% acumulado no período maio/março de 2012.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (8,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (3,3%) e perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (3,0%). Por outro lado, entre as atividades que recuaram a produção, os desempenhos de maior importância para o resultado global foram registrados por borracha e plástico (-5,7%), indústrias extrativas (-2,2%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (-10,9%), edição, impressão e reprodução de gravações (-2,6%), minerais não metálicos (-2,4%), alimentos (-0,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-1,1%) e produtos de metal (-2,0%).

Entre as categorias de uso, na comparação com o mês imediatamente anterior, o avanço mais acentuado foi observado em bens de consumo duráveis (4,8%), que eliminou a perda de 2,5% acumulada no período maio/março de 2012. Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (1,8%) e de bens de capital (1,4%) também assinalaram taxas positivas em junho de 2012, com o primeiro interrompendo três meses de queda que acumularam perda de 5,3%, e o segundo recuperando parte do recuo de 1,8% registrado no mês anterior. Por outro lado, o segmento de bens intermediários, ao mostrar queda de 0,9% em junho de 2012, apontou o quarto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período recuo de 2,5%.

Média móvel trimestral recua 0,4%

Na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação negativa de 0,4% no trimestre encerrado em junho frente ao nível do mês anterior, mantendo o comportamento predominantemente negativo observado desde agosto de 2011. Entre as categorias de uso, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, os resultados negativos foram registrados por bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) e bens intermediários (-0,5%), que prosseguiram com as trajetórias descendentes iniciadas em março e abril últimos, respectivamente. O segmento de bens de consumo duráveis avançou 0,7% em junho frente ao patamar do mês anterior, acelerando o ritmo frente ao resultado de maio (0,2%). O setor produtor de bens de capital (0,2%) também apontou taxa positiva no mês, a terceira consecutiva nesse tipo de indicador, mas a menos intensa da sequência.

Na comparação com junho de 2011, produção industrial caiu 5,5%

Na comparação com igual mês do ano passado, a produção industrial mostrou queda de 5,5% em junho de 2012, com perfil disseminado de taxas negativas, já que a maior parte (19) dos 27 setores pesquisados apontou redução na produção. Vale citar que junho de 2012 (20 dias) teve um dia útil a menos que igual mês do ano anterior (21).

O ramo de veículos automotores, que recuou 17,9%, exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionado pela queda na produção de aproximadamente 75% dos produtos investigados no setor, com destaque para caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques, chassis com motor para ônibus e caminhões, veículos para transporte de mercadorias, motores diesel para caminhões e ônibus e autopeças. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de alimentos (-9,2%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-22,0%), metalurgia básica (-6,5%), máquinas e equipamentos (-5,1%), borracha e plástico (-8,7%), edição, impressão e reprodução de gravações (-8,1%), fumo (-22,6%), minerais não metálicos (-6,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,9%).

Por outro lado, ainda na comparação com junho de 2011, entre os oito setores que registraram taxas positivas, os principais impactos foram observados em outros equipamentos de transportes (14,8%), refino de petróleo e produção de álcool (5,0%) e bebidas (6,7%), impulsionados em grande parte pelos itens aviões, no primeiro ramo, gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, no segundo, e cerveja, chope, refrigerante e preparações em xarope e em pó no último.

Os índices por categorias de uso, ainda na comparação com igual mês do ano anterior, confirmaram o perfil de predomínio de taxas negativas no setor industrial em junho de 2012, com bens de capital (-15,3%) e bens de consumo duráveis (-6,0%) registrando ritmo de queda superior ao do total da indústria (-5,5%). No primeiro segmento, que apontou o recuo mais intenso entre as categorias de uso nesse mês, observou-se resultados negativos na maior parte dos seus subsetores, com destaque para o recuo de 21,2% assinalado por bens de capital para equipamentos de transporte, ainda bastante pressionado pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques, chassis com motor para ônibus e caminhões, veículos para transporte para mercadorias e reboques e semi-reboques. Vale citar ainda as taxas negativas verificadas em bens de capital para uso misto (-14,4%), para fins industriais (-10,1%), para construção (-17,9%) e para energia elétrica (-4,8%), enquanto o subsetor de bens de capital agrícola (15,4%) apontou o único resultado positivo nessa categoria de uso. O desempenho negativo do segmento de bens de consumo duráveis nesse mês foi particularmente influenciado pela menor fabricação de telefones celulares (-34,3%), motocicletas (-13,3%), eletrodomésticos da "linha marrom" (-5,1%) e de automóveis (-0,6%). Nessa categoria de uso, os principais impactos positivos vieram da maior produção de eletrodomésticos da "linha branca" (8,1%) e de artigos do mobiliário (5,5%).

Ainda na comparação com junho de 2011, os setores de bens intermediários (-4,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-1,8%) também assinalaram queda na produção, com o primeiro apontando o recuo mais intenso desde setembro de 2009 (-7,1%), e o segundo, o terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. Para bens intermediários, a queda na produção verificada em junho de 2012 foi sustentada pelo comportamento negativo dos produtos associados às atividades de alimentos (-19,1%), metalurgia básica (-6,5%), veículos automotores (-14,3%), borracha e plástico (-9,3%), minerais não metálicos (-6,6%), têxtil (-5,9%), indústrias extrativas (-1,7%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,1%), enquanto as taxas positivas foram registradas por refino de petróleo e produção de álcool (7,0%), produtos de metal (6,7%) e outros produtos químicos (1,1%). Ainda nessa categoria de uso, vale citar também os resultados vindos dos grupamentos de insumos para construção civil (-2,7%), que interrompeu 13 meses consecutivos de taxas positivas, e de embalagens (-3,9%), que apontou a sexta queda seguida nesse tipo de comparação.

A redução na produção da indústria de bens de consumo semi e não duráveis foi influenciada em grande parte pelos resultados negativos vindos dos grupamentos de semiduráveis (-9,0%), outros não duráveis (-2,2%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,7%), pressionados especialmente pelos recuos na fabricação de vestidos, calças compridas de uso feminino, calçados feminino de material sintético e de couro e tênis de couro, no primeiro subsetor, de revistas, medicamentos e cigarros, no segundo, e de sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas e açúcar refinado, no último. Por outro lado, o subsetor de carburantes (1,6%) apontou o impacto positivo nessa categoria de uso, impulsionado, sobretudo, pela maior fabricação de gasolina automotiva, uma vez que a produção de álcool prosseguiu em queda.

No acumulado em 2012, índice cai 3,8%

No índice acumulado do primeiro semestre de 2012, frente a igual período do ano anterior, o recuo foi de 3,8% para o total da indústria, com taxas negativas em todas as categorias de uso, 17 dos 27 ramos, 43 dos 76 subsetores e 58,0% dos 755 produtos investigados.

Entre as atividades, a de veículos automotores, com queda de 18,0%, permaneceu exercendo a maior influência negativa na formação do índice geral, pressionada em grande parte pela redução na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 85%), com destaque para a menor fabricação de automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques, chassis com motor para ônibus e caminhões, veículos para transporte de mercadorias e motores diesel para caminhões e ônibus. Vale citar também as contribuições negativas vindas de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-17,1%), máquinas e equipamentos (-3,7%), metalurgia básica (-4,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,5%), alimentos (-2,5%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-11,8%), borracha e plástico (-5,1%), farmacêutica (-4,1%) e vestuário e acessórios (-13,1%). Por outro lado, entre as dez atividades que registraram avanço na produção, as principais influências sobre o total da indústria ficaram com os setores de outros produtos químicos (3,8%), refino de petróleo e produção de álcool (3,6%) e outros equipamentos de transporte (7,0%), impulsionados principalmente pela maior fabricação de herbicidas para uso na agricultura, tintas e vernizes para construção e etileno, no primeiro ramo, gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, no segundo, e aviões no último.

Entre as categorias de uso, o perfil dos resultados para os seis primeiros meses de 2012 confirmou o menor dinamismo para bens de capital (-12,5%) e bens de consumo duráveis (-9,4%), pressionadas especialmente pela menor fabricação de bens de capital para transporte (caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques, chassis com motor para caminhões e veículos para transporte de mercadorias), no primeiro segmento, e de automóveis, telefones celulares e motocicletas no segundo. A produção de bens intermediários recuou 2,5% no fechamento do primeiro semestre do ano, enquanto a de bens de consumo semi e não duráveis assinalou ligeira variação negativa (-0,3%).


FONTE: Comunicação Social IBGE

Palavras-chave: | IBGE | indústria | pesquisa |

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