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13/09/2016
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Vendas do varejo variam -0,3% em julho

Em julho de 2016, o comércio varejista nacional registrou variação de -0,3% no volume de vendas, após avanço de 0,3% em junho, enquanto para receita nominal, a variação de 0,7% foi a quarta taxa positiva consecutiva, ambas as comparações em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Com isso, na média móvel trimestral, o volume de vendas variou -0,3%, enquanto a receita nominal permaneceu no campo positivo (0,7%).

No confronto com julho de 2015, na série sem ajuste sazonal, o total do varejo nacional apontou, em termos de volume de vendas, queda de 5,3%, acumulando redução de 6,7% nos sete primeiros meses de 2016. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, com recuo de 6,8% em julho de 2016, assinalou a perda mais intensa dessa série histórica (iniciada em 2001) para essa comparação. Para esses mesmos indicadores, a receita nominal de vendas prossegue sinalizando com variações positivas: 6,7% frente a julho de 2015, 4,9% para o acumulado no ano, e 3,7% no acumulado dos últimos 12 meses.

O comércio varejista ampliado (varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) registrou variação de -0,5% em relação ao mês imediatamente anterior (série com ajuste) para o volume de vendas, enquanto a receita nominal, com taxa de 0,7%, permanece no campo positivo pelo terceiro mês consecutivo. Em relação a julho de 2015, o volume de vendas registrou queda de 10,2%. Para as taxas acumuladas, os resultados foram de -9,4% no ano e de -10,3% nos últimos 12 meses.

Seis das oito atividades pesquisadas apresentam resultados negativos

A variação de -0,3% no volume de vendas, na passagem de junho para julho de 2016, na série com ajuste sazonal, teve predomínio de resultados negativos, alcançando seis dos oito segmentos observados no comércio varejista. As atividades de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) e de Combustíveis e lubrificantes (-0,3%), que juntas respondem por cerca de 60% da taxa global, registraram a mesma variação do total do varejo (-0,3%). As demais atividades, com recuo no volume de vendas, registraram taxas negativas acima da média nacional: Tecidos, vestuário e calçados (-5,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,2%); Móveis e eletrodomésticos (-1,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,9%). Por outro lado, Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,9%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%) mostraram avanço no volume de vendas em relação a junho de 2016.

Considerando o comércio varejista ampliado, a variação foi de -0,5%, quinta taxa negativa consecutiva para esse tipo de comparação. Este resultado foi influenciado pela redução de 2,5% em Material de construção e de -0,3% em Veículos e motos, partes e peças, ambas comparações frente a junho de 2016.

Na comparação frente a julho de 2015, o total do comércio varejista recuou 5,3% com perfil disseminado de resultados negativos alcançando todas as oito atividades investigadas. Os resultados, por ordem de importância na formação da taxa global, foram: Móveis e eletrodomésticos (-12,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,6%) dividem o principal impacto negativo no resultado de julho, seguidos por Combustíveis e lubrificantes (-9,9%) e Tecidos, vestuário e calçados (-14,2%) e, exercendo menores influências negativas na formação do resultado global do varejo, figuram Livros, jornais, revistas e papelaria (-18,6%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-12,9%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,2%). O volume de vendas do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%) ficou praticamente estável frente a julho de 2015 e não pressionou, este mês, o indicador global das vendas no varejo.

Com recuo de 12,4% no volume de vendas em relação a julho de 2015, a atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu o maior impacto negativo na formação da taxa global do varejo, acumulando nos primeiros sete meses do ano taxa de -14,4% e nos últimos 12 meses, de -15,8%. Por se tratar de uma atividade cujas vendas são associadas às condições de crédito, o comportamento deste setor vem sendo afetado pela elevação dos custos de financiamento.

O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com queda de 11,6% no confronto com julho de 2015, também exerceu a maior participação negativa no resultado geral do comércio varejista. Nos acumulados dos sete meses do ano e dos últimos 12 meses as taxas foram, respectivamente, -12,2% e -9,6%. Esse segmento contempla um mix diversificado de itens, muitos deles de reposição doméstica, tais como artigos do lar, cama, mesa e banho, isto é, um perfil de consumo que pode ser postergado.

O comércio de Combustíveis e lubrificantes, com variação de -9,9% no volume de vendas, em relação a julho de 2015, foi responsável pelo segundo maior impacto no resultado geral do varejo. Em termos de desempenho acumulado, as taxas de variação ficaram em -9,8% tanto para os sete primeiros meses do ano quanto para os últimos 12 meses. O menor ritmo da economia e os preços dos combustíveis evoluindo acima da inflação geral são alguns dos fatores que vêm influenciando o comportamento desse segmento.

O segmento de Tecidos, vestuário e calçados, que apresentou queda no volume de vendas de -14,2% com relação a igual mês do ano anterior, representou a terceira maior contribuição negativa à taxa global do varejo, mesmo com os preços do setor de vestuário crescendo abaixo da inflação geral. Em termos acumulados, os resultados foram de -11,6% para os sete primeiros meses do ano e de -11,8% para os últimos 12 meses.

O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com redução de 3,2%, exerceu a quarta contribuição para o resultado geral. Em termos de variação acumulada, as taxas foram de -0,3% no ano, mas a comparação nos últimos 12 meses ainda permanece no campo positivo (0,2%). A correção dos preços dos produtos farmacêuticos acima do índice geral de preços é o principal fator que explica o recente desempenho negativo do setor

O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pela quinta contribuição negativa na formação da taxa global do comércio varejista, registrou variação de -12,9% no volume de vendas na relação julho de 2016 contra julho de 2015. Os resultados nas vendas em termos acumulados foram: -15,8% no acumulado do ano e de -14,6% nos últimos 12 meses, taxas estas bem abaixo da média do varejo.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria, com taxa de -18,6% no volume de vendas sobre julho de 2015, respondeu pela sexta contribuição no resultado global. Nos acumulados dos sete meses do ano e dos últimos 12 meses as taxas foram, respectivamente, -17,2% e -16,2%. Os preços dos produtos de papelaria, com crescimento acumulado em 12 meses acima do índice geral de preços explicam em parte a trajetória declinante desta atividade, além da restrição orçamentária das famílias e, no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de -0,1% em julho sobre igual mês do ano anterior, não pressionou o índice geral. Esta atividade vem tendo seu desempenho influenciado pela redução de massa salarial real habitual das pessoas ocupadas, além da influência do comportamento dos preços do grupo alimentação no domicílio que crescem bem acima do índice geral acumulado em 12 meses. Em termos de resultados acumulados, as taxas de variação foram: -2,9% para o acumulado nos sete primeiros meses do ano e de -3,1% para os últimos 12 meses.

Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui além do varejo as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou em julho de 2016 queda de 10,2% no volume de vendas, comparado com o mesmo mês do ano anterior. Este desempenho refletiu, sobretudo, o comportamento das vendas de Veículos, motos, partes e peças, que apresentou recuo de 20,0% sobre julho de 2015. As taxas acumuladas desta atividade foram de -14,7% em sete meses e de 17,7% nos últimos 12 meses. Quanto ao segmento de Material de construção, as variações para o volume de vendas foram de -12,6% sobre julho de 2015, e taxas de -12,9% tanto para o acumulado em sete meses e nos últimos 12 meses. Em ambos segmentos, os resultados foram influenciados pelo menor ritmo da atividade econômica, menor oferta de crédito e pelo comprometimento da renda familiar.

Volume de vendas cai em 16 das 27 unidades da federação

Em julho de 2016, dezesseis das 27 unidades da federação mostraram recuo no volume de vendas do varejo, quando comparado ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. As taxas negativas variaram entre -3,5% no Mato Grosso e -0,1% em Minas Gerais. Em Sergipe, o volume de vendas manteve-se estável nessa comparação. Por outro lado, com aumento no varejo na passagem de junho para julho de 2016, destacam-se: Roraima (4,0%) e Amazonas (3,4%).

Na comparação com julho de 2015, a redução no volume de vendas também teve perfil disseminado, alcançando praticamente todas as 27 Unidades da Federação, com exceção de Roraima (3,2%). Os destaques, em termos de magnitude de taxa negativa a dois dígitos, foram: Amapá (-18,9%) e Pará (-15,5%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se, pela ordem: São Paulo (-3,0%), Rio de Janeiro (-5,0%) e Bahia (-13,4%).

Considerando o varejo ampliado, a redução de 10,2% em relação a julho de 2015 foi acompanhada por todos os 27 estados da federação, com destaque, em termos de magnitude, para Amapá com recuo de 17,1%. O desempenho negativo de São Paulo (-7,9%) e Rio de Janeiro (-13,0%), Rio Grande do Sul (-10,0%) e Minas Gerais (-7,9%) foram os principais impactos sobre a formação da taxa global do varejo ampliado.

 

FONTE: Comunicação Social IBGE

 

Palavras-chave: | IBGE | Varejo | mercado de trabalho |

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