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04/07/2016
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Em maio, produção industrial mostra variação nula

Em maio de 2016, a produção industrial nacional mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após assinalar resultados positivos em março (1,4%) e abril (0,2%). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou queda de 7,8% em maio de 2016, 27ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e mais elevada do que a observada em abril último (-6,9%).

Assim, no índice acumulado para os cinco primeiros meses de 2016, o setor industrial assinalou redução de 9,8%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com a queda de 9,5% em maio de 2016, praticamente repetiu o recuo de 9,6% registrado nos meses de março e abril de 2016, quando mostrou a perda mais intensa desde outubro de 2009 (-10,3%).

12 dos 24 ramos pesquisados crescem em maio

Na variação nula (0,0%) da atividade industrial na passagem de abril para maio, 12 dos 24 ramos pesquisados apontaram taxas positivas, com destaque para o avanço de 4,8% registrado por veículos automotores, reboques e carrocerias. Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (3,6%), de indústrias extrativas (1,4%) e de metalurgia (3,4%).

Vale destacar também os resultados positivos assinalados por outros equipamentos de transporte (9,5%), bebidas (2,2%), celulose, papel e produtos de papel (2,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,3%) e produtos de borracha e de material plástico (2,0%).

Por outro lado, entre os 11 ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior relevância para a média global vieram de produtos alimentícios, que recuou 7,0%, e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao avançar 5,6%, mostrou a expansão mais acentuada em maio de 2016 e interrompeu quatro meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou redução de 13,0%. O segmento de bens de capital (1,5%) também registrou crescimento nesse mês e marcou a quinta taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período ganho de 9,0%.

Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,4%) e de bens intermediários (-0,7%) assinalaram taxas negativas em maio de 2016, com o primeiro apontando o segundo mês consecutivo de queda na produção e acumulando nesse período redução de 2,2%; e o último voltando a recuar após crescer 0,5% no mês anterior.

Média móvel trimestral varia 0,6%

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em maio de 2016 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (2,2%) mostrou o avanço mais intenso nesse mês. O setor produtor de bens de consumo duráveis (0,3%) também assinalou taxa positiva. Por outro lado, os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%) e de bens intermediários (-0,1%) apontaram os resultados negativos.

A produção industrial cai 7,8% em relação a maio de 2015

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 7,8% em maio de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando todas as quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 62 dos 79 grupos e 67,5% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que maio de 2016 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20).

Entre as atividades, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,4%), indústrias extrativas (-11,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-15,8%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de metalurgia (-10,3%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,4%), de produtos de metal (-12,1%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-17,5%), de máquinas e equipamentos (-7,1%), de outros equipamentos de transporte (-18,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-12,3%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-17,4%), de produtos do fumo (-28,7%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,4%), de produtos diversos (-17,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,0%) e de móveis (-16,9%).

Por outro lado, ainda na comparação com maio de 2015, a atividade de produtos alimentícios (3,8%) exerceu a principal pressão positiva nesse mês. Vale destacar também os impactos positivos registrados pelos setores de celulose, papel e produtos de papel (4,8%) e de bebidas (4,4%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (-17,4%) e bens de capital (-11,4%) assinalaram, em maio de 2016, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens intermediários (-8,1%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,1%) também mostraram resultados negativos nesse mês, com o primeiro recuando com intensidade ligeiramente maior do que a média nacional (-7,8%); e o segundo apontando a perda mais moderada entre as categorias econômicas.

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 17,4% no índice mensal de maio de 2016, 27º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, mas menos intenso do que o verificado no mês anterior (-23,6%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-20,2%) e de eletrodomésticos da "linha marrom" (-15,2%), influenciados, em grande parte, por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-18,8%), do grupamento de outros eletrodomésticos (-19,0%), de móveis (-16,2%) e de eletrodomésticos da "linha branca" (-1,8%).

O setor produtor de bens de capital, ao recuar 11,4% em maio de 2016, assinalou a 27ª taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas mostrou queda menos intensa do que a registrada no mês anterior (-16,0%). O segmento foi influenciado pelo recuo observado na maior parte dos seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 12,5% de bens de capital para equipamentos de transporte. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-31,4%), para fins industriais (-2,7%), agrícola (-9,4%) e para construção (-18,5%), enquanto bens de capital para energia elétrica (2,4%) apontou o único resultado positivo em maio de 2016.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, a produção de bens intermediários, com queda de 8,1% em maio de 2016, assinalou a 26ª taxa negativa consecutiva e ligeiramente mais intensa do que a verificada no mês anterior (-7,3%). O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-17,9%), de indústrias extrativas (-11,9%), de metalurgia (-10,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,9%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,3%), de produtos de metal (-11,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,5%), de produtos têxteis (-4,8%), de máquinas e equipamentos (-3,7%) e de outros produtos químicos (-0,8%), enquanto as pressões positivas foram registradas por produtos alimentícios (7,5%) e celulose, papel e produtos de papel (5,7%). Vale citar também as reduções observadas nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-11,0%), que marcou o 27º recuo seguido na comparação com igual mês do ano anterior, e de embalagens (-1,6%), com a 17ª taxa negativa consecutiva.

A produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 2,1% em maio de 2016, após avançar 2,5% em abril último. O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pelo recuo observado no grupamento de semiduráveis (-9,7%). Os subsetores de não-duráveis (-1,5%) e de carburantes (-1,8%) também mostraram resultados negativos nesse mês. Por outro lado, o grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (0,7%) apontou o único resultado positivo nessa categoria.

Em 2016, indústria acumula recuo de 9,8%

No índice acumulado para o período janeiro-maio de 2016, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 9,8%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 63 dos 79 grupos e 75,4% dos 805 produtos pesquisados apontaram redução na produção.

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 24,2%, e indústrias extrativas (-14,4%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de máquinas e equipamentos (-18,3%), de metalurgia (-13,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,8%), de produtos de metal (-15,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-12,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,5%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-15,0%), de outros equipamentos de transporte (-22,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,6%), de produtos têxteis (-13,0%), de móveis (-15,8%) e de outros produtos químicos (-3,2%).

Por outro lado, entre as três atividades que ampliaram a produção nos cinco primeiros meses de 2016, a principal influência foi observada em produtos alimentícios (2,7%). Os demais resultados positivos foram registrados pelos setores de celulose, papel e produtos de papel (3,1%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os cinco primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-24,7%) e bens de capital (-23,0%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-24,4%) e eletrodomésticos (-27,7%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-23,5%), na segunda.

Os segmentos de bens intermediários (-9,2%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,4%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado do ano, com o primeiro registrando recuo abaixo da magnitude observada na média nacional (-9,8%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.


FONTE: Comunicação Social IBGE

 

Palavras-chave: | IBGE | indústria | desemprego |

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