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27/06/2016
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Pesquisa Industrial Anual 2014: valor adicionado atingiu R$ 783,1 bilhões

A Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa revelou que havia 334,8 mil empresas em 2014 nos setores de indústrias extrativas e de transformação, ocupando 8,8 milhões de pessoas, com receita líquida de vendas de R$ 2,8 trilhões, uma média de R$ 8,4 milhões por empresa. Os gastos com pessoal alcançaram R$ 416,8 bilhões, enquanto os investimentos realizados somaram R$ 216,3 bilhões. O valor bruto da produção (soma de vendas de produtos e serviços industriais) e o consumo intermediário (soma do custo das operações industriais) registraram, respectivamente, R$ 2,7 trilhões e R$ 1,9 trilhão. Consequentemente, o valor adicionado atingiu R$ 783,1 bilhões.

O valor da transformação industrial foi de R$ 1,1 trilhão, alcançado a partir da subtração do valor bruto da produção industrial (R$ 2,5 trilhões), pelos custos das operações industriais (R$ 1,4 trilhão). Os três setores que lideraram o ranking de participação no valor da transformação industrial foram fabricação de produtos alimentícios (15,3%), fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,4%), e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%).

O resultado total das receitas líquidas das empresas industriais (R$ 2,8 trilhões) foi liderado pelo desempenho das empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas, que prosseguiram com a maior participação no total da indústria brasileira, 67,7%, percentual inferior ao observado em 2013 (68,5%). As empresas pertencentes às outras faixas de pessoal tiveram aumento relativo de sua participação no total.

Consumo de matérias-primas respondeu por 40,5% do total de custos

O total dos custos e despesas das empresas industriais, em 2014, foi de aproximadamente R$ 3,0 trilhões. Os gastos de pessoal alcançaram 13,9% do total, participação semelhante à observada em 2013 (14,0%). O dispêndio com o consumo de matérias-primas respondeu por 40,5% do total, mantendo o maior percentual na estrutura dos custos e despesas no ano, ainda que inferior ao registrado em 2013 (41,6%).

O custo das mercadorias revendidas apresentou participação inferior, se comparada à do ano anterior: 6,7%, em 2014, em contraponto a 7,2%, em 2013. O consumo de combustíveis e compra de energia elétrica totalizaram R$ 69,2 bilhões, em 2014, representando 2,3% do total, enquanto os pagamentos de serviços prestados por terceiros e consumos diversos para manutenção e reparação de máquinas e equipamentos atingiram R$ 95,5 bilhões, o equivalente a 3,2% do total. Ambas as categorias mantiveram o mesmo percentual de 2013.

Nos demais custos e despesas, que somados representaram 33,4% do total, as despesas com depreciação, amortização e exaustão de ativos imobilizados ficaram com 3,6%, os gastos destinados ao pagamento de royalties e assistência técnica, com 1,3%, e as despesas com propaganda, com 0,9%. Outros custos e despesas representaram 27,6%, em 2014, participação superior ao registrado em 2013.

Em 2014, as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas prosseguiram com a maior participação no total dos custos e despesas da indústria, apresentando R$ 2,1 trilhões dos custos e despesas, correspondentes a 70,2% do total, mantendo estabilidade em relação ao observado no ano de 2013 (70,5%).

Total de investimentos nas empresas industriais atingiu R$ 216,2 bilhões

O total dos investimentos realizados nas empresas industriais atingiu, em 2014, R$ 216,2 bilhões, sendo R$ 209,8 bilhões realizados pelas empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas e R$ 6,5 bilhões (3,0%) pelas empresas com até 29 pessoas. Nas empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas, o destaque, assim como em 2013, ficou por conta de máquinas e equipamentos industriais, que totalizou R$ 91,6 bilhões, e permaneceu com a maior participação no total dos investimentos, embora tenha tido queda na participação de 43,3%, em 2013, para 42,3% em 2014. As aquisições de terrenos e edificações apontaram redução de 15,7%, em 2013, para 13,6%, em 2014.

Os recursos aplicados em meios de transporte representaram 3,1% do total investido pelas indústrias em 2014, enquanto outras aquisições (móveis, microcomputadores etc.) responderam por 37,9%.

Fabricação de produtos alimentícios (15,3%) foi maior contribuição para o setor

No valor da transformação industrial brasileira (R$ 1,1 trilhão), em 2014, as atividades com maior participação no total das indústrias extrativas e de transformação foram: fabricação de produtos alimentícios (15,3%); fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,4%); fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%); fabricação de produtos químicos (6,9%); extração de petróleo e gás natural (5,9%); extração de minerais metálicos (5,6%); metalurgia (4,8%); fabricação de máquinas e equipamentos (4,8%); fabricação de produtos de minerais não-metálicos (3,7%) e fabricação de produtos de borracha e de material plástico (3,7%). Juntos, esses setores concentraram 67,4% do total da indústria nacional, em 2014. O setor de extração de minerais metálicos teve redução nessa participação, indo do quarto lugar, em 2013, para o sexto lugar, em 2014, enquanto o setor de fabricação de produtos químicos passou da quinta posição no ranking de 2013, para a quarta em 2014. Já extração de petróleo e gás natural subiu uma posição, ficando em quinto lugar, em 2014.


FONTE: Comunicação Social IBGE

 

Palavras-chave: | IBGE | PIA | indústria |

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