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07/06/2016
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Em abril, produção industrial varia 0,1%

Em abril de 2016, a produção industrial nacional teve ligeira variação positiva (0,1%) frente a março, na série com ajuste sazonal, após recuar 2,9% em fevereiro e avançar 1,4% em março último. Na série sem ajuste sazonal, em relação a igual mês do ano anterior, a indústria recuou (-7,2%), vigésima sexta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas menos elevada do que a observada em março (-11,5%). Assim, o índice acumulado no ano recuou (-10,5%), assim como o acumulado nos últimos doze meses (-9,6%), que praticamente repetiu a taxa de março de 2016 (-9,7%) quando mostrou sua perda mais intensa desde outubro de 2009 (-10,3%). Já a média móvel trimestral na série com ajuste sazonal recuou 0,5%.

O ligeiro acréscimo de 0,1% da atividade industrial na passagem de março para abril mostrou taxas positivas em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 11 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, os principais impactos positivos foram em produtos alimentícios (4,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%), com o primeiro apontando a segunda alta consecutiva e acumulando nesse período crescimento de 10,9%; e o último eliminado parte do recuo de 6,7% verificado em março. Nesses ramos, o resultado desse mês foi influenciado, em grande parte, pela antecipação da moagem da cana-de-açúcar. Outras contribuições positivas importantes vieram de indústrias extrativas (1,3%), de celulose, papel e produtos de papel (2,7%), de máquinas e equipamentos (2,0%), de bebidas (2,4%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,9%).

Já entre os treze ramos que reduziram a produção, os de maior relevância sobre a média global da indústria foram veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,9%), com ambos eliminando os avanços registrados no mês anterior: 2,0% e 10,5%, respectivamente. Outros impactos negativos importantes foram em perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,6%), metalurgia (-2,5%), outros equipamentos de transporte (-5,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,1%), produtos de metal (-1,3%) e produtos do fumo (-11,9%). Com exceção desta última atividade que mostrou crescimento de 2,0% no mês anterior, as demais recuaram em março último: -0,8%, -2,1%, -1,6%, -1,1% e -0,6%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a março, bens de capital (1,2%) mostrou a expansão mais acentuada em abril de 2016 e a quarta taxa positiva consecutiva, acumulando no período ganho de 7,7%. Esses resultados interromperam três meses seguidos de queda, que acumularam redução de 12,9%. O segmento de bens intermediários (0,5%) também ampliou a produção nesse mês e eliminou parte da perda de 1,8% acumulada em fevereiro e março. Por outro lado, os setores de bens de consumo duráveis (-4,4%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,6%) recuaram, com o primeiro apontando quatro meses de consecutivos de queda na produção e acumulando no período redução de 13,7%; e o segundo voltando a recuar, após avançar 0,9% no mês anterior.

Em abril, média móvel trimestral recuou 0,5%

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para a indústria recuou (-0,5%) no trimestre encerrado em abril de 2016 frente ao nível do mês anterior e manteve a sequência de taxas negativas iniciada em novembro de 2014. Entre as grandes categorias econômicas, ainda na mesma comparação, bens de consumo duráveis (-3,7%) mostrou o recuo mais intenso nesse mês e acentuou o ritmo de queda frente ao verificado nos meses de fevereiro (-0,7%) e março (-3,4%).

Os setores produtores de bens intermediários (-0,5%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,2%) também assinalaram resultados negativos em abril de 2016, com o primeiro prosseguindo com a trajetória descendente iniciada em setembro de 2014; e o segundo voltando a recuar após ligeiro acréscimo de 0,1% no mês anterior. Por outro lado, o segmento de bens de capital (1,7%) apontou o único avanço em abril de 2016, após também crescer em março (2,1%) quando interrompeu a sequência de resultados negativos iniciada em outubro de 2014.

Indústria recuou 7,2% em relação a abril de 2015

Em relação a abril de 2015, o setor industrial recuou 7,2% em abril de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 64 dos 79 grupos e 70,9% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, indústrias extrativas (-15,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,6%) exerceram as maiores influências negativas sobre a média da indústria, pressionadas, em grande parte, pelos itens minérios de ferro e óleos brutos de petróleo, na primeira; e automóveis, caminhões, autopeças, veículos para transporte de mercadorias, motores a diesel para ônibus e caminhões e carrocerias para caminhões, na segunda.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de metalurgia(-14,9%), máquinas e equipamentos (-12,1%), produtos de metal (-17,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-24,8%), outros equipamentos de transporte (-25,7%), produtos de borracha e de material plástico (-10,5%), produtos de minerais não-metálicos (-9,6%), outros produtos químicos (-6,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-12,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,7%), produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-2,0%) e móveis (-15,4%).

Por outro lado, ainda em relação a abril de 2015, a atividade de produtos alimentícios (12,3%) exerceu a principal pressão positiva, impulsionada, em grande parte, pelo avanço na produção de açúcar cristal e VHP. Vale destacar também os impactos registrados pelos setores de bebidas (7,3%), de celulose, papel e produtos de papel (5,5%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), influenciados, em grande medida, pela maior fabricação verificada nos itens cervejas, chope e refrigerantes, no primeiro; pastas químicas de madeira (celulose), no segundo; e medicamentos, no último.

Ainda no confronto com igual mês de 2015, bens de consumo duráveis (-23,7%) e bens de capital (-16,5%) assinalaram, em abril de 2016, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. O setor produtor de bens intermediários (-7,5%) também mostrou resultado negativo nesse mês e com intensidade ligeiramente maior do que a média nacional (-7,2%). Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis, com expansão de 1,9%, apontou a única taxa positiva.

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 23,7% no índice mensal de abril, vigésimo sexto resultado negativo consecutivo nesse confronto, mas ligeiramente menos intenso que no mês anterior (-24,8%). O setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-25,8%) e de eletrodomésticos da "linha marrom" (-24,3%), influenciados, em grande parte, por reduções de jornadas de trabalho e férias coletivas em várias unidades produtivas. Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-35,5%), outros eletrodomésticos (-12,8%), móveis (-14,4%) e eletrodomésticos da "linha branca" (-4,2%).

O setor de bens de capital (-16,5%) teve a vigésima sexta taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas mostrou queda menos intensa que no mês anterior (-24,2%). Na formação do índice de abril de 2016, o segmento foi influenciado pelo recuo observado na maior parte dos seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 16,6% de bens de capital para equipamentos de transporte, pressionado, principalmente, pela menor fabricação de caminhões, embarcações para transporte de pessoas ou cargas (inclusive petroleiros e plataformas), aviões e veículos e vagões para transporte de mercadorias. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-20,9%), agrícola (-31,7%), para construção (-29,2%) e para fins industriais (-0,8%), enquanto bens de capital para energia elétrica (4,8%) assinalou o único resultado positivo em abril de 2016.

Ainda no confronto com abril de 2015, a produção de bens intermediários (-7,5%) teve sua vigésima quinta taxa negativa consecutiva, menos intensa que do mês anterior (-11,1%). Tal resultado foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (-15,7%), de metalurgia (-14,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,0%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,4%), de produtos de metal (-18,7%), de outros produtos químicos (-6,7%), de produtos de borracha e de material plástico (-10,6%), de produtos de minerais não-metálicos (-9,6%) e de produtos têxteis (-10,4%), enquanto as pressões positivas foram registradas por produtos alimentícios (29,4%), celulose, papel e produtos de papel (7,4%) e de máquinas e equipamentos (10,0%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também as reduções observadas nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-12,7%), que marcou o vigésimo sexto recuo seguido na comparação com igual mês do ano anterior, e de embalagens (-4,4%), com a décima sexta taxa negativa consecutiva.

A alta de 1,9% na produção de bens de consumo semi e não-duráveis, em abril, interrompeu dezessete meses de taxas negativas consecutivas na comparação com igual mês de 2015. Esse desempenho foi explicado principalmente pelo avanço do grupamento de carburantes (21,1%), impulsionado pela maior fabricação de álcool etílico e de gasolina automotiva. Os subsetores de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (2,4%) e de não-duráveis (3,2%) também mostraram resultados positivos no mês. Já o grupamento de semiduráveis (-12,9%) teve o único resultado negativo da categoria, pressionado, em grande parte, pela redução na produção de telefones celulares, calçados de couro, calças compridas, DVDs, camisas (de malha ou não), bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de malha, agasalhos e conjuntos para esporte e camisas, blusas e semelhantes de uso feminino

Indústria acumula queda de 10,5% no ano

No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria mostrou queda de 10,5%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 22 dos 26 ramos, 65 dos 79 grupos e 76,0% dos 805 produtos pesquisados apontaram redução na produção. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (-26,1%) e indústrias extrativas (-15,0%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria, pressionadas, em grande parte, pelos itens automóveis, caminhões, autopeças, veículos para transporte de mercadorias, chassis com motor para ônibus e caminhões, carrocerias para ônibus e caminhões, motores diesel para ônibus e caminhões e caminhão-trator para reboques e semirreboques, na primeira; e minérios de ferro e óleos brutos de petróleo, na segunda.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-20,9%), metalurgia (-14,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-32,6%), de produtos de metal (-16,6%), produtos de borracha e de material plástico (-14,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-17,4%), produtos de minerais não-metálicos (-12,6%), outros equipamentos de transporte (-24,1%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-12,2%), produtos têxteis (-14,6%), outros produtos químicos (-3,9%) e móveis (-15,6%).

Por outro lado, entre as quatro atividades que ampliaram a produção nos quatro primeiros meses de 2016, a principal influência foi observada em produtos alimentícios (2,2%), impulsionada, em grande parte, pelo avanço na fabricação de açúcar cristal. Os demais resultados positivos foram registrados pelos setores de celulose, papel e produtos de papel (2,6%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,7%) e de produtos do fumo (12,6%), explicados, principalmente, pelos itens pastas químicas de madeira (celulose), no primeiro; medicamentos, no segundo; e cigarros, no último.

Entre as grandes categorias econômicas, os resultados nos quatro primeiros meses de 2016 tiveram menor dinamismo em bens de consumo duráveis (-26,5%) e bens de capital (-25,9%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-25,4%) e eletrodomésticos (-31,7%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-25,9%), na segunda. Os segmentos de bens intermediários (-9,6%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,8%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado do primeiro quadrimestre do ano, com o primeiro registrando recuo abaixo da magnitude observada na média nacional (-10,5%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

Em síntese, o setor industrial, em abril de 2016, mostra resultado positivo pelo segundo mês seguido, mas novamente tem predomínio de taxas negativas entre os ramos industriais investigados. Vale destacar que, mesmo com esses dois meses de crescimento, o total da indústria recuperou apenas parte da perda de 2,9% observada em fevereiro último e ainda encontra-se 20,3% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013. Ainda na série com ajuste sazonal, permanecem os sinais de menor intensidade da atividade industrial, que ficam evidenciados na evolução do índice de média móvel trimestral que prossegue com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014.

No confronto com igual período do ano anterior, o setor industrial permaneceu com recuo tanto no índice mensal de abril de 2016 (-7,2%), vigésimo sexto resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação, como no índice acumulado no ano (-10,5%), com ambos mostrando perfil disseminado de taxas negativas entre as grandes categorias econômicas e as atividades pesquisadas, com destaque para as quedas vindas dos setores associados à produção de bens de consumo duráveis e de bens de capital.


FONTE: Comunicação Social IBGE

 

Palavras-chave: | IBGE | indústria | desemprego |

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