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29/03/2011
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Por que errar faz parte do desenvolvimento?

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

O desenvolvimento dos colaboradores é fundamental para que a empresa cresça e, consequentemente, o negócio progrida. Mas, por que mesmo investindo em treinamentos, por exemplo, uma organização não consegue que seus colaboradores saiam da zona de conforto? O que passa na mente deles em relação ao aprendizado? Dizem que criança tem mais facilidade de aprender as coisas e isso ocorre porque elas não têm medo de errar, de serem criticadas ao se depararem com a inovação. Não veem o novo com receio, mas como uma oportunidade de aprendizado. Já o adulto, na maioria das vezes, cobra-se o tempo todo e não se permite errar, cometer um engano, pois logo vem à mente: serei punido de alguma forma. Abaixo, seguem algumas dicas para as organizações estimularem os colaboradores a colocar em prática o conhecimento que possuem e as novas experiências que poderão adquirir futuramente.

1 - A empresa deve ter, inserida em sua cultura, a premissa de que quando uma atividade nova é implantada ou mesmo um desafio é lançado, os colaboradores vão se deparar com a inovação. Isso requer que a organização ofereça treinamento adequado e suporte para que quando as dúvidas apareçam, os funcionários tenham respaldo para darem continuidade às suas atividades.

2 - Cabe aos gestores o papel de serem os maiores incentivadores das mudanças. A partir disso, caberá aos líderes acompanhar o desempenho de cada membro de sua respectiva equipe e se mostrarem dispostos a trocar ideias com os liderados sempre que for preciso.

3 - Se alguém cometer um erro, em momento algum dever ser alvo de "chacotas" dos colegas de trabalho, tampouco de quem está no leme da equipe. Certa vez, tomei conhecimento de que quando um funcionário errava algo em suas atividades, seu nome ia parar imediatamente em um quadro de avisos juntamente com a falha que ele havia cometido. Uma atitude totalmente aética e, sem dúvida alguma,  uma atitude de assédio moral. Além da pessoa que cometia a falha, os demais profissionais mostravam visível tensão em se tornarem os próximos na lista do "bendito" quadro que se encontrava, estrategicamente, localizado na entrada principal do departamento.

4 - Um profissional empenhado e comprometido com a organização sempre está disposto a vencer novos desafios, superar limites. Nada mais estimulante do que uma empresa que abre espaço para que, obrigatoriamente,  a pessoa acerte de "primeira". Nesse caso, o colaborador terá a certeza de que outra oportunidade lhe será dara, para mostrar seu potencial. Esse é um verdadeiro estímulo para que os talentoss não sejam contaminados e fiquem presos à comodidade, à zona de conforto.

5 - Uma empresa que se mostra disposta à inovação, logicamente que adotadas medidas de segurança, sempre são aquelas que se destacam em relação à concorrência. E isso só ocorre quando se conta com uma equipe formada por profissionais que arriscam, que apresentam ideias inovadoras e que resultam em desenvolvimento para individual quanto coletivo.

6 - Evidentemente, que em muitos casos uma falha compromete o desempenho de uma equipe e o retrabalho. Contudo, por medo de errarem, há inúmeros profissionais que deixam de apresentar sugestões que se implantadas poderiam agilizar processos e render cifras significativas à empresa. Por isso, adotar frases do tipo: "Isso nunca dará certo"; "Se você apresentar essa proposta será motivo de piadas" ou "O que você falar, vai entrar por um ouvido e sair pelo outro" tornam-se verdadeiros agentes inibidores da criatividade no ambiente organizacional.

7 - Caso uma proposta não seja viável para ser implantada, é fundamental saber dar feedback ao funcionário, para que ele não tenha o seu potencial criativo e sua motivação podados. Estímulos como: "Podemos rever sua proposta e aprimorá-la" ou, então, "O que você acha de rever esse determinado ponto" são maneiras estratégicas de fazer com que o funcionário não perca o estímulo para colocar em prática o que aprendeu em um treinamento ou mesmo adquiriu conhecimentos, através de estudos realizados por iniciativa própria.

8 - A comunicação é e sempre será fundamental para que as pessoas se entendam. No campo corporativo esse fato é facilmente perceptível. A liderança que tem a prática de manter estreito relacionamento com sua equipe e está disposta a ouvir a opinião dos seus liderados faz com que possíveis erros sejam evitados ou neutralizados antes que ganhem proporções significativas. Inclusive, vale aqui, um lembrete de que o líder também deve estar preparado para receber feedback de suas atividades e se, em algum momento, uma decisão sua comprometer o andamentos das atividades, ele deve ter maturidade e profissionalismo para ouvir e pedir a opinião de pessoas que possam auxiliá-lo.

9 - Punição. Essa palavra não sai da cabeça de muitos profissionais quando eles têm uma ideia nova que se for implantada e não der os resultados esperados, ele receberá algum tipo de retaliação ou até mesmo correrá o risco de ser desligado da empresa. Lógico que a criatividade e o estímulo dados para as pessoas apresentarem propostas não devem ser confundidos com falta de responsabilidade. Se um profissional tem a iniciativa de melhorar um processo, ele deve ser respeitado mesmo que sua sugestão não viável para a realidade da empresa.

10 - Vale uma ressalva para que as empresas que adotam a punição como "estratégica": a qualquer momento perderá seus melhores talentos para a concorrência. Depois, fica a "dúvida" no ar: "Por que não conseguimos reter nossos talentos, mesmo oferecendo altos salários?". A resposta é bem óbvia ou não?

 

Palavras-chave: | produtividade | retrabalho | aprendizagem |

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COMENTÁRIOS (5)
maria jose da silva em 07/06/2011:
Errar faz parte do desenvolvimento, dizem (ERRAR é humano,não podemos permanecer nele, então é burrice.) Professor de técnicas e seleção acha que não...que devíamos saber tudo e não questionar as dúvidas que temos. Achei super legal esta matéria. Parabéns, Patricia.

Rose de Souza Cruz em 03/04/2011:
Concordo plenamente com você. Trabalhei numa empresa que colocava num mural todos os erros dos funcionarios. Detestava trabalhar lá, não só eu como todos que ali estavam, aguentavam por necessidade, não tinhamos motivação nem vontade de crescer ali. Todos estavam em busca de novos ideaís, fazendo um curso técnico, uma faculdade no intuito de logo sair dali. Resumindo: não tinha funcionário que parava ali, as vagas nunca se encerravam.

Hardeli em 01/04/2011:
Parabéns mais uma vez pela escolha do tema, sempre oportuna. Fico feliz em saber que errar faz parte do aprendizado, pena que alguns gestores não tem essa visão e perdem ótimos colaboladores. Espero que esse artigo sirva de exemplo e abra seus horizontes.

Diego Silva em 31/03/2011:
Patrícia, muito bom esse artigo. Estou sempre lendo e gosto muito, especialmente dos seus artigos, pois são inteligentes e super interessantes. Um ótimo dia. Diego

Tatiana Dias em 29/03/2011:
Muito ótima esta matéria ... um exemplo a ser seguido ... PARABÉNS ...

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