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19/04/2011
RH » Desempenho » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Meritocracia estimula talentos da Ambev

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Quando um profissional cumpre as atividades que a empresa espera, afirmar-se que ele cumpriu o dever e que é remunerado para alcançar metas. Mas, quando o colaborador empenha-se de tal forma que ultrapassa as expectativas e se destaca dos seus pares, inclusive com visíveis sinais de motivação? Como a organização deve tratá-lo para que ele permaneça com a mesma performance e que, de certo medo, sirva de exempla para os demais colegas de trabalho?

Para algumas empresas, as respostas para essas questões encontram-se na adoção do sistema de meritocracia - modelo de gestão em que cada funcionário é recompensado de acordo com o seu próprio mérito. O termo meritocracia, no âmbito da Ciência da Administração, é atribuído a Max Weber, que em 1904 criou a Teoria da Burocracia. Hoje, a meritocracia tem sido considerada uma alternativa para estimular o engajamento dos profissionais, uma vez que quando têm seus esforços reconhecidos sentem-se parte essencial para o sucesso do negócio.

Na Ambev, por exemplo, empresa de capital aberto, sediada em São Paulo, e que atua no ramo de bebidas, a meritocracia é considerada um dos pilares da companhia e já faz parte da sua cultura, há 11 anos. De acordo com Daniel Cocenzo, gerente corporativo de Gente & Gestão, essa é a melhor forma de valorizar os talentos internos e recompensá-los pelas suas realizações. "A meritocracia vai além do bônus e garante reconhecimento e ascensão profissional acima da média do mercado. Também significa transparência, cooperação interna e ética na obtenção de resultados, além de atitude de donos do negócio. São esses os fatores que entendemos como essenciais na atitude de nossos funcionários", complementa.

O sistema de meritocracia em como público-alvo "Toda Gente Ambev" - forma como são chamados os profissionais que trabalham na companhia. Ou seja, do estagiário ao presidente, todos são avaliados e reconhecidos pelo desempenho e comprometimento com o desafio proposto a cada um. Quando indagado sobre a importância da meritocracia para a empresa, Cocenzo é enfático ao afirmar que a companhia trabalha com profissionais que possuem visão de donos do negócio. Essas mesmas pessoas, por sua vez, são motivadas, têm sonhos e muita vontade de realizá-los.

Diante disso, a melhor forma para manter esse espírito de competição saudável é valorizar os profissionais pelo seu trabalho e talento, pois é isso que garantirá a continuidade e expansão dos negócios. Por essa razão a meritocracia é tão importante e foi implantada. "O desafio é permanente porque o sistema meritocrático exige um trabalho muito focado na área de Gestão de Pessoas. Dedicamos muito tempo no acompanhamento dos planos e metas de nossos funcionários, com o feedback individual e avaliação constante. E por outro lado, investimos continuamente na formação de nossos profissionais por meio da Universidade Ambev", ressalta.

Ele acrescenta, ainda, que os treinamentos oferecidos pela Universidade Ambev são desenvolvidos, para que os funcionários melhorem o desempenho e se sintam cada vez mais donos do negócio. Os colaboradores são apadrinhados por pelo menos um gestor, pois a empresa acredita que os exemplos dados pelas lideranças tornam-se recursos valiosos, uma vez que repassam os valores da companhia aos funcionários.

Feedback individual - Segundo Daniel Cocenzo, mensalmente, são realizadas reuniões, onde os profissionais analisam com seus gestores o status de suas metas e recebem o retorno sobre seu plano de ação. "Também temos duas vezes por ano reuniões de avaliação e desempenho de cada um", assinala o gerente corporativo de Gente & Gestão. É graças a esses encontros entre líder-liderado que o profissional sabe se está ou não atendendo às expectativas da empresa e como pode reverter uma possível situação que comprometerá o seu desempenho e o alcance das metas.

Para ele, a meritocracia só traz benefícios, tanto para os funcionários, que se sentem motivados, como para a empresa, que consegue atingir resultados mais sólidos. "Na Ambev, sabemos que nosso principal ativo é nossa gente. E a meritocracia é a melhor forma de valorizar e reter nossos talentos", finaliza, ao pontuar que o sistema de mérito esse está entre os principais fatores que permite à companhia avançar em um mercado altamente competitivo.

 

Palavras-chave: | Ambev | Daniel Cocenzo | meritocracia |

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COMENTÁRIOS (4)
Paulo de Tarso Gomes Pereira em 02/05/2011:
Empresas bem dimensionadas, como no caso da AMBEV, que deve ter sim, Planejamentos espetaculares, em todos os níveis, e por departamentos (os setoriais), e, controles com precisões, praticamente cirúrgicas (diga-se no limiar da perfeição), evitando-se desperdícios, por exemplo, a eficácia do sistema de controle de custos, mencionando-se é claro, a competência de seus administradores, a "garra" de suas forças de vendas. Inclusive, a qualidade de seus produtos, excelentes, e altamente vendáveis, aliados ao marketing de imagens positivas, onde os produtos estão presentes em grandes celebrações populares, imagens associadas a festas, comemorações, além da própria cultura expansionista com visão inovadora (aconselho a leitura da reportagem sobre a aquisição da Budweiser). Enfim, é claro que também teria que ter um sistema de avaliação de desempenho compatível, e nada mais justo, que fundamentado na meritocracia. Meritocracia essa, que vai estimular o profissional a superar a si mesmo. Afinal de contas, qual é o objetivo do trabalho? Deveria haver um basta no mercado, com relação a quem pratica a filosofia do "somente venha a nós, e ao vosso reino nada." Quem trabalha, principalmente o jovem, trabalha é por dinheiro mesmo. Isso é claro! É com isso e saúde, que se constrói a vida, que se adquire patrimônio. E é pensando em ganhar, em expandir, é que se cresce, se reinventa, e melhora. É imbuído no "espírito de ganhar" que vem a superação da pressão, e numa corporação como essas, além do saldo individual, deve haver sim, o saldo da equipe, o trabalho da equipe, o resultado acumulado da equipe, A VITÓRIA DE TODOS! - Do estagiário ao Presidente, digo, CEO. Quanto aos profissionais que "não realizam vendas" (o certo é acrescentar externas). Numa corporação assim, há em quaisquer departamentos que sejam, aqueles que também estão vendendo, negociando - internamente, independentemente, da área de formação. Há sim, como mensurar o desempenho deles, os resultados que produzem por seus talentos e habilidades. Para pequenas e médias, essa realidade pode sim, ser implantada, desde que haja a orientação da consultoria certa, com a adaptação dos planos, à realidade do negócio. Agora com relação ao outro exemplo, um dos itens que constam do Planejamento Estratégico de qualquer organização (que tenha essa metodologia) é o que vai se estabelecer de acordo com cada região. Talvez, não vender o que tem (até de graça), contudo, e de repente, engarrafar (e afixar na garrafa, um rótulo da AMBEV) daquele líquido que vai nos tonéis dos cães São Bernardo (risos). Eu quero ver se os dois não vão vender bem! Abraço a todos.

sheyla kelly em 28/04/2011:
Bom, se há igualdade de trabalho para todos, então a meritocracia é possível, o problema é quando isso não ocorre. Por exemplo, um vendedor de gelo vende menos na Antártica do que no Brasil, como é possível avaliar a meritocracia neste caso, quem cumpriu metas, quem foi mais meritocrático? Talvez o que vendeu pouco na Antártica, pois acredito de tido mais esforços. Temos apenas que pensar nas infinitas formas de se avaliar pessoas.

roque camargo em 27/04/2011:
Ótima matéria. Essa prática deveria ser adotada por todas as empresas. Abraços

Raquel em 27/04/2011:
Muito interessante este método de motivação dos colaboradores! Gostaria de detalhes sobre os bônus e se em uma empresa de pequeno porte seria possível a implantação deste modelo de gestão. Aproveitando, fica a sugestão de matérias voltadas para a realidade das pequenas e médias empresas.

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