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11/07/2016
RH » Desempenho » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Como atuar com as Redes Sociais e o dilema da improdutividade?

Por Paulo Henrique Paiva para o RH.com.br

Tirando as empresas em que sua "cor" é a tecnologia, muitas organizações embora necessitem dos recursos tecnológicos ainda sofrem como o dilema: como extrair o melhor das redes sociais e dos sistemas - até mesmo de comunicação interna como a intranet?

Como saber se o que o colaborador realmente está trabalhando, quando se encontra no ambiente on-line?

Na visão das gerações passadas há uma grande dificuldade de aceitação e compreensão de que a tecnologia por meio das redes sociais veio para ficar. Muitas empresas têm solicitado em palestras e treinamentos que aborde o uso correto da rede social, para que estas não afetem a produtividade dos seus colaboradores.

Os avanços tecnológicos marcam épocas. A "Geração Baby Boomer" - formada pelos nascidos entre 1940 e 1960 - nasceu no fim ou após a Segunda Guerra Mundial. Já as pessoas da "Geração X" vieram ao mundo entre os anos de 1960 e 1980 - presenciaram fatos históricos e movimentos revolucionários. A "Geração Y" - nascida entre 1980 e 2000 - em um período de prosperidade econômica, acompanhou a revolução tecnológica e social.

As empresas mal fizeram as transações entre as gerações "Baby Boomer" e "X" somente se confrontam com diversas dificuldades de adaptabilidade com as chamadas Gerações "Y" e "Z" - que tiveram que evoluir e agregar a tecnologia ao seu favor desde a internet, a intranet e hoje diversos outros sistemas de comunicação como Skype, WhatsApp, Facebook, entre tantos outros.

É inegável o benefício de que o compartilhamento de informações e a velocidade que temos, quando utilizamos as redes sociais de forma correta na busca por pesquisas, indicadores qualitativos e qualitativos. Um exemplo é quando acontece uma reunião que pode ser agenda via Skype com diversas pessoas em localidades totalmente diferentes o custo é baixíssimo. Imagine se eu tivesse que providenciar transporte, hospedagem, alimentação, entre outras necessidades, o quanto isso afetaria os resultados financeiros de uma organização!

Já quando olhamos para as desvantagens, não podemos deixar de falar da improdutividade devido à má utilização dos recursos tecnológicos que podem afetar a concentração, a perda de foco e o tempo demasiado. Isso ocorre, por exemplo, quando se navega por outras informações em que o ambiente atrativo e interativo chama a atenção para assuntos do senso comum como emprego, relacionamentos, religião, política, economia, sexualidade, entre outros temas tão diversificados.

Como estamos transitando na passagem de bastão da Geração X - os "quarentões" para Geração Y - os "trintões" e já observando a chegada a Geração "Z", novos aprendizes e estagiários - é preciso atuar de forma dinâmica onde a área de Recursos Humanos atualize o Código de Ética da empresa. É relevante que já na integração deste novo colaborador ele tenha informações quanto ao uso da tecnologia dentro da organização, os direitos e os seus deveres, para que assim contribua para a existência de um ambiente mais produtivo.

"Negar o uso de acesso às redes sociais é negar sua própria evolução neste mercado tão competitivo e globalizado e mais é negar uma forma de interação e de comunicação entre a empresa e mercado de trabalho. O que resta a fazer é conscientização sobre o uso e isso pode ser feito em parceira com as áreas de TI, Jurídica e Recursos Humanos".

Geralmente, costumo dar sugestões para que as empresas criem ambientes como biblioteca ou algum espaço onde profissional possa ter acesso a computadores conectados à Internet, para que usem nos intervalos como café ou almoço. Ou seja, para que qualquer colaborador possa ter acesso e navegar com seu login e senha administrados pela área de segurança da informação de TI.

Contudo, as maiores preocupações na utilização de redes sociais ainda são: o vazamento de informações e a espionagem industrial e, é claro, a exposição da imagem da empresa e de colegas de trabalho. É comum que em período de projetos e confraternizações imagens, vídeos, podem tomar uma proporção interna e até externa diferenciada, criando-se assim maior exposição tanto da empresa quanto das pessoas que nela atuam. Diante disso, é fundamental redobrar - junto aos colaboradores - as orientações do que pode ou não ser divulgado, para que determinadas atitudes não acarretem em punições como advertências ou até mesmo em demissões.

Isso tem auxiliado muito os colaboradores não levarem ou burlarem as regras de utilização de celulares no ambiente de produção, local aonde podem ocorrer além da improdutividade, acidentes de trabalho. Além de dar uma sensação de estarem conectados com o mundo, os profissionais se sentem respeitados e muito felizes quando aflora o sentimento de que a empresa é uma extensão de sua casa e de seu cotidiano. Isso tende a elevar os resultados da pesquisa de Clima Organizacional, por exemplo.

Na rotina do dia a dia tenho orientado líderes e os próprios profissionais de RH para atuarem de forma mais dinâmica e comunicativa. Sempre procuro reforçar essa corresponsabilidade entre empregador e colaborador por meio de palestras, treinamentos e coaching, para que assim aquilo que é visto nesta transição de gerações como algo complexo e improdutivo seja algo bom e adaptativo entre todos e assim usando o bom senso com o direcionamento da empresa.

 

Palavras-chave: | tecnologia | produtividade | aprendizagem |

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