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29/07/2014
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O poder da criatividade e da inovação

Por Ernesto Artur Berg para o RH.com.br

Você se considera criativo? Talvez nem tanto? O questionário que apresento a você que lê este artigo permitirá avaliar seu grau de criatividade. Responda como você realmente é e não como acha que deveria ser.

S = SIM N = NÃO AV = ÀS VEZES

1. Você encara desafios e barreiras como algo que possa trazer oportunidades, em vez de trazer problemas?
S N AV

2. Ao procurar soluções para determinados problemas, você faz uso de processos e de técnicas criativas de tomada de decisão?
S N AV

3. Você costuma ter ideias criativas para resolver problemas intrincados?
S N AV

4. Quando alguém lhe traz uma ideia criativa para resolver um problema, você usa frases do tipo "Não vai dar certo", ou "Não vale à pena"?
S N AV

5. Você costuma implantar novas alternativas e processos que ajudam a agilizar seu trabalho ou sua tomada de decisão?
S N AV

6. Você já ignorou boas ideias suas porque não tinha recursos ou não sabia como implantá-las?
S N AV

7. Para você, tudo o que você faz tem que ser sempre muito prático, objetivo e rápido?
S N AV

8. Quando tenta resolver um problema ou buscar novas alternativas você se inspira em soluções que já deram certo?
S N AV

9. Você se interessa por processos criativos que utilizam ideias inovativas para serem implantadas no seu trabalho?
S N AV

10. Você exercita sua mente regularmente em pensar fora da "caixa", isto é, imaginar as coisas de uma perspectiva fora da visão tradicional?
S N AV

11. Você costuma utilizar instrumentos criativos de tomada de decisão ou de resolução de problemas como, por exemplo, o "brainstorming"?
S N AV

12. Você se considera criativo?
S N AV

13. Você já teve a oportunidade de implantar soluções criativas em seu trabalho que deram certo?
S N AV

14. Para você é uma perda de tempo procurar soluções inovadoras para situações indesejáveis que acontecem em sua vida?
S N AV

15. Quando seu trabalho sai da rotina habitual e você é obrigado a enfrentar circunstâncias imprevistas, você se sente inseguro ou desconfortável?
S N AV


Faça Sua Autoavaliação

Marque um ponto para cada resposta SIM dada às seguintes questões: 1, 2, 3, 5, 8, 9, 10, 11, 12, 13.

Marque um ponto para cada resposta NÃO dada às seguintes questões: 4, 6, 7, 14, 15.

Marque meio ponto para cada resposta ÀS VEZES.

TOTAL DE PONTOS

De 13 a 15 pontos. Ótimo. A criatividade e a inovação estão entre os seus pontos fortes. Para que seus resultados melhorem ainda mais envolva seus amigos e colegas de trabalho nos processos de criatividade e inovação, pois todos se beneficiarão com isso.

De 10 a 12,5 pontos. Sua criatividade está em fase de progresso. Talvez você até já tenha conseguido algum sucesso, mas pode melhorar bem mais se fizer da criatividade e da inovação um processo constante em suas atividades.

Abaixo de 10 pontos. Você está inseguro quanto ao seu talento criativo. Talvez até você se julgue pouco criativo. Seja como for, procure oportunidades para melhorar e colocar em prática formas mais criativas e diferentes de pensar e de trabalhar as coisas, mesmo que não tenha qualquer necessidade disso no momento.

Os alicerces da criatividade

Existem basicamente dois fatores que produzem a pessoa criativa e inovadora: o talento e a habilidade. O talento é algo que nasceu com você. Portanto, é congênito, isto é, podemos ter talento de nascença, ou não tê-lo, e nada irá mudar isso. A habilidade, por outro lado, é o que adquirimos com a prática constante e todos podemos desenvolvê-la. Por isso mesmo, é bom lembrar que ninguém nasce campeão de natação: é preciso treinar dura e repetidamente. Da mesma forma, a criatividade pode ser treinada e desenvolvida, e como resultado disso surge a inovação, fruto da engenhosidade do ser humano. E como isso acontece? Eis dois exemplos.

1) David Ogilvy, britânico cognominado o pai da publicidade do século 20 disse, certa vez, que "As boas ideias vem do inconsciente; para que uma ideia seja realmente relevante, o inconsciente precisa estar muito bem informado". Na verdade, ele tocou num dos postos-chaves da criatividade que a informação armazenada em nosso cérebro, trabalhando em sociedade com o subconsciente.

2) Outra maneira é o uso constante da imaginação direcionada a um propósito. Einstein sabia disso ao afirmar que "A imaginação é mais importante que o conhecimento". Você pode argumentar que o conhecimento é mais importante, pois ele é a base de todas as informações a respeito de fatos e coisas. Einstein, entretanto, afirma que a imaginação é mais importante, porque é ela que precede e molda o conhecimento, o qual não passa de uma sistematização de dados e informações. Se você mora em um apartamento, alguém (arquiteto ou engenheiro) primeiramente o imaginou - isto é, planejou - e depois o construiu. O apartamento tomou forma só depois de imaginado e erguido. Se você senta numa poltrona confortável ela, inicialmente, foi projetada - isto é, imaginada - por alguém que, posteriormente, a fez. Aquela poltrona não existia antes; ela começou na imaginação de alguma pessoa e, posteriormente, foi feita.

O mesmo acontece com teorias e hipóteses. Baseado em estudos e hipóteses, imaginando possibilidades, Einstein criou a equação E = M C², onde E representa energia, M, é a massa, e C² a velocidade da luz ao quadrado. Portanto, toda energia é igual à massa de um corpo, multiplicado pela sua velocidade da luz ao quadrado. Einstein formulou a equação no início do século 20, mas não tinha como comprová-la, o que aconteceu só em 1933, confirmada pelos físicos franceses Irene e Frédéric Joliot-Curie, em Paris. A descoberta foi fundamental, pois deu origem à Era Atômica com todos os seus desdobramentos. Entretanto, o começo de tudo foram as pesquisas, as ideias e a imaginação de Einstein. Eram as únicas coisas que ele tinha ao iniciar, mas foram elas que deram substância à sua teoria, hoje universalmente utilizada em usinas e reatores atômicos, sem mencionar a bomba atômica, aliás, muito criticada pelo famoso cientista.

Criatividade trabalha com o conceito fundamental de que é preciso "crer para ver".

Em se tratando de criatividade, existem duas frases assassinas da capacidade criadora: "Ver para crer", e "Só acredito vendo".

Pessoas que só acreditam no que veem estão em sérios apuros, quando se trata de criatividade, pois existem milhares de ondas eletromagnéticas, sons, odores, paladares, micro-organismos, totalmente imperceptíveis aos seres humanos e que são fundamentais no nosso dia a dia. Por exemplo, ninguém consegue ver as ondas eletromagnéticas que trazem a imagem para o televisor, a mensagem do celular, ou o e-mail da internet. Nenhum ser humano é capaz de detectar a radioatividade de um ambiente, somente o contador Geiger pode fazê-lo. Não obstante, a radioatividade pode matar uma pessoa, se ficar excessivamente exposta. Assim, o indivíduo que só acredita no que vê poderia acabar morrendo por algo que não vê, seja a radioatividade, um microorganismo ou outros fenômenos imperceptíveis para nós.

A criatividade trabalha com o conceito fundamental de que é preciso "crer para ver", atitude essencial para a mente inventiva, pois parte do princípio de que tudo começa no plano invisível, a imaginação e o subconsciente, para depois manifestar-se no plano físico. Sem essa premissa, a criatividade - e a inovação dela decorrente - é bloqueada no nascedouro, porque a inspiração e a engenhosidade da mente são impedidas de agir.

Este artigo foi condensado do livro "Manual de Criatividade Aplicada", de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora.

 

Palavras-chave: | criativo | inovação | aprendizagem |

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