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06/10/2015
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Nos períodos de adversidade, o remédio é criatividade

Por Armando Pastore Mendes Ribeiro para o RH.com.br

Inicialmente quero fazer uma ressalva sobre este assunto: não sou economista. Portanto, o tema que irei abordar, como cidadão e consultor, foi baseado nas respostas, comentários e reflexões de vários empresários, trabalhadores e pessoas comuns que conversaram comigo por este enorme Brasil.

O trabalho de consultor permite-me conversar com pessoas dos mais diversos segmentos da sociedade e obter informações de forma geral sobre como as pessoas estão vendo, ouvindo e sentindo este período de turbulência e adversidade que o mercado nacional brasileiro está vivendo.

Em vários casos citei a questão de enfrentar tudo isso com bastante criatividade e as respostas foram as mais variadas possíveis, desde aqueles que concordaram totalmente (poucos digo de passagem) até aqueles que admitem soluções tão radicais e perturbadoras que nem vale a pena mencionar. Fato: não estamos preparados para a crise. Não gosto muito da palavra, no entanto, não há como escapar dela neste momento.

Não vou desfiar tudo que me disseram ou que li sobre o assunto. A questão fundamental é como sair desse ponto e alcançar resultados melhores e que possam dar sustentação ao novo modelo econômico que pretendemos. Quais podem ser as soluções viáveis e de baixo investimento?

As saídas comuns são demitir, cortar custos de produção, aumentar as taxas e impostos, diminuir o consumo e buscar novos mercados. Entretanto, na maioria das vezes a solução passa por "fugir dos problemas ao invés de buscar soluções que tenham um objetivo de crescimento e possam efetivamente resultar na mudança positiva".

A criatividade e a inovação são sem dúvida maneiras de sair desse paradigma: "em fuga de". As empresas e as organizações, na maioria das vezes, não são criativas, não têm métodos e ferramentas que possam desenvolver em cada um dos seus participantes o espírito criativo. Há diversas razões para que isso aconteça, a principal delas é que para criar precisamos distorcer a realidade.

Mesmo sabendo que Peter Drucker, o Papa da Adminsitração Moderna, identificou quatro oportunidades de inovação na empresa e três fora dela: ocorrências inesperadas, incongruências, processos necessários, mudanças na indústria e no mercado, mudanças demográficas, mudanças de percepção e novo conhecimento, as organizações não gostam e resistem à premissa básica da distorção da realidade. Elas foram criadas para desenvolver métodos e processos que atendam àquilo que está acontecendo no aqui e agora. Trabalhar com a distorção pode levar a um futuro incerto. Trabalhar com incertezas é um enorme perigo para organizações que levam bom tempo para criar suas normas, rotinas e processos.

As empresas que conseguem sobreviver aos momentos adversos são aquelas que desenvolvem novas maneiras de pensar, de fazer, de agir e criam alternativas para que nas novas crises, que acontecerão, elas não cometam os mesmos erros atuais. É permitido cometer erros novos.

As organizações e as pessoas precisam de uma conexão entre o real e a distorção. Essa conexão é adotar um método, com ferramentas e ações controladas e que observem; respeitem a cultura daquela organização e do mercado onde está inserida, para que a criatividade ao invés de transformar sonhos em realidade, termine construindo um imenso calabouço de devaneios e frustrações.

A criatividade não apresenta soluções mágicas, tampouco resolve todos os problemas. Inovação não significa apenas fazer diferente, mas fazer um diferente em direção a objetivos maiores. Inovação não é um trabalho simples, é preciso muita dedicação e determinação. Porém, extremamente agradável e com resultados surpreendentes.

Criatividade sem uma preparação de toda a organização, sem ferramentas e metodologia não resolverão em nada os problemas atuais, ao contrário, poderão acentuá-los e tornar as pessoas cada vez mais carentes daquelas soluções onde ao invés de buscar uma cura para o paciente - decidem que é melhor matá-lo.

Existem no mercado dezenas de programas e métodos que estimulam a criatividade. A escolha correta deles pode e deve ser pensada com bastante cuidado. A confiança, experiência e resultados alcançados são os pilares dessa escolha.

Resumindo:

a) Empresas não são criativas. (Domenico de Mase - autor e escritor - Peter Drucker - considerado o Papa da Administração Contemporânea - concordaram).

b) Pessoas são formadas para fazer aquilo que já é consagrado e com resultados comprovados. Se estimuladas e incentivadas podem ser altamente criativas.

c) Distorcer a realidade é um perigo que pode ser administrado.

d) Escolher ser uma empresa criativa é uma questão de sobrevivência.

e) Sem um método, um programa e ferramentas a criatividade virá uma festa com final desastroso.

f) Sonhar e criar. Transformar sonhos em realidade é o objetivo da criatividade.

Finalmente, não há modelos que sejam adotados igualmente por todos. Há alternativas para que o processo criativo passe por todos os integrantes de uma organização, desde a alta administração até o mais simples funcionário. A criatividade não pode e nem deve ser propriedade de um grupo ou de algumas pessoas.

Como está a criatividade e inovação na sua empresa? E na sua vida?

 

Palavras-chave: | diverso | criativo | inovação |

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