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22/03/2016
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O impacto das redes sociais nas relações humanas e do trabalho

Por Noêmia Lucas para o RH.com.br

O crescimento acelerado da tecnologia e consequentemente do uso das "redes sociais" alterou o comportamento do homem refletindo em toda sociedade; muito embora pareça que com o surgimento dessas redes, tenha se estreitado laços entre pessoas de diversas partes do mundo, ao mesmo tempo, esta prática tem aumentado de forma gradual a distância física entre as pessoas.

Surgiu o home office, que trás a comodidade de trabalhar sem sair de casa, livre dos transtornos atuais da mobilidade, pagamento de contas, fazer compras, fazer uma faculdade a distância...

É louvável as facilidades e as comodidades que a tecnologia nos possibilita, desde a execução de simples tarefas diárias às mais complexas, mas esta mesma tecnologia que gera conforto, comodidade, fascínio e segurança, também está gerando pessoas egocêntricas, desconfiadas, que se senta à mesa para as refeições, cada um com seu aparelho conectado a alguém do outro lado do oceano e distante do par que está ao lado ou à frente, desencadeando uma postura defensiva e omissa nas relações interpessoais do cotidiano e alheia ao seu meio.

O impacto das redes sociais no cotidiano dos usuários vai muito além do entretenimento, de acordo com um estudo do Instituto de Tecnologia Política de Washington, nos Estados Unidos. Além de afetar o sono, reduzir o número de encontros presenciais com os amigos, segundo o estudo, com 17 minutos perdidos no "mundo real", em um ano, isso equivale a cerca de 18 dias a menos gastos na tarefa de ver e estar com os amigos.

No caso dos jovens, o uso da internet tem afetado o tempo que eles dedicam aos estudos. Pessoas entre 15 e 19 anos desperdiçam 0,3 minuto de estudo para ficar navegando em redes sociais. No final do dia, isso equivale a cerca de sete horas. No caso das horas de sono, sete minutos são desperdiçados.

O tempo gasto vendo TV também está caindo. Para cada minuto de atividade online, 0,28 minuto a menos é usado para assistir à televisão. Isso equivale a quase sete horas a menos por dia.

Apesar de predominar entre o público jovem, o uso das redes sociais dominou todas as faixas etárias e gêneros, que têm acesso não só pelo computador das empresas, mas também por meio dos smartphones, que vêm aumentando exponencialmente no Brasil. Segundo a pesquisa, em consequência disso, a venda desses aparelhos no país cresceu 78% em 2012 sobre o ano anterior. O referido estudo aponta também a redução em 25% da produtividade no trabalho. Para cada hora gasta navegando nas redes sociais, cerca de 16 minutos de trabalho são perdidos. Ao longo do mês, são oito dias a menos de trabalho. O número equivale a cerca de 25% a menos de produtividade, em média.

No que diz respeito aos empregados, o conselho que lhes toca é o seguinte - se você tem um minutinho livre, aproveite o para tomar um café na companhia de um colega, bater um papo informal ou apenas descanse. Esta postura será mais agregadora do que se sentar à frente do monitor, ou no smartphone visitando perfis e lendo seus status, que nada agregará.

As organizações estão sendo obrigadas a passar por diversas transformações para adaptar os profissionais mais jovens (Geração Y), que têm contato direto e frequente com novas tecnologias e internet e que possam interagir de forma salutar e produtiva com as demais gerações, sem prejuízos, levando em conta o ramo de atividade e a função exercida. É uma prática comum, especialmente em grandes empresas onde há um uso rotineiro do computador, que se estabeleçam de forma clara, regras para o seu uso, mas o importante é desenvolver programas e ações visando engajar os funcionários com o seu trabalho, priorizando-o. Desta forma o uso das redes sociais poderá ser muito menor durante o expediente. Já para os colaboradores, seria interessante estabelecer horários para esta prática, não permitindo interferência na sua evolução profissional e suas relações.

 

Palavras-chave: | comunicação interpessoal | equipe | tecnologia | aprendizagem |

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