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05/11/2015
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Uma nova ótica sobre Coaching e Inteligência Emocional

Por Leandro A. Zavam para o RH.com.br

O homem é um ser social e é das interações sociais que ele vive e sobrevive. Assim sendo, contatos sociais e interações constituem condições indispensáveis para a transmissão da cultura, das informações, do conhecimento, das emoções, dentre outros. Relações saudáveis favorecem a saúde mental, psicológica e emocional, refletindo por sua vez, na saúde física.

É relativamente fácil entender isto! Lembre-se de alguém que por algum motivo queixa-se do isolamento ou da solidão. Ou melhor, como se sente, que emoções vêm à tona quando se encontra na solidão? Como se sente quando não consegue manter um diálogo produtivo com alguém, seja nos relacionamentos pessoais, íntimos ou profissionais?

A comunicação engloba, no mínimo, pelo menos duas pessoas. De forma geral e simplificada, uma pessoa (emissor) emite uma mensagem (ex.: ideias, informações, sentimentos, conhecimentos etc.) para outra (receptor) por meio de um canal (ex.: fala), usando um determinado código (ex.: língua portuguesa). Entretanto, esta comunicação não se dá de forma linear, ela é retroalimentada pelas reações, emoções e atitudes do seu interlocutor. Desta forma, os papéis de "emissor" e "receptor" alternam-se.

Escutamos, com certa frequência, que "lidar com pessoas é muito difícil" e, se a comunicação interpessoal envolve no mínimo duas pessoas, como melhorar os nossos relacionamentos por meio de comunicações mais ricas e produtivas? As técnicas e as metodologias de Coaching nos oferecem valiosas respostas das quais ressaltamos aqui, algumas delas, além de alguns conceitos. Vamos lá?

Em primeiro lugar, é possível desenvolver habilidades mais apuradas de comunicação interpessoal por meio das técnicas adequadas. Em segundo lugar, a responsabilidade, de certa forma, para melhorar sua comunicação interpessoal recai mais sobre você e não adianta colocar a "culpa no outro". Só depende de você para mudar, aperfeiçoar-se e desenvolver suas potencialidades. Então, é mais produtivo pensar: "Se tenho dificuldades para manter uma comunicação adequada, produtiva e persuasiva, o que ainda preciso aprender e fazer para melhorar?". Em terceiro, saiba que o seu "corpo também fala". Tão importante quanto "o que dizer", é o "como dizer".

Assim sendo, já que "o como dizer" é tão importante para a comunicação, isto envolve a sensibilidade para as reações e emoções humanas, o que nos remete ao conceito de Inteligência Emocional (Psicólogo e PhD Daniel Goleman).

Segundo o Doutor e PhD Hendrie Weisinger (1997, p. 15), a Inteligência Emocional advém de quatro componentes:
- A capacidade de perceber, avaliar e expressar corretamente uma emoção.
- A capacidade de gerar ou ter acesso a sentimentos, quando eles puderem facilitar sua compreensão de si mesmo ou de outrem.
- A capacidade de compreender as emoções e o conhecimento derivado delas.
- A capacidade de controlar as próprias emoções para promover o crescimento emocional e intelectual.

De forma mais prática, segue algumas dicas sobre a luz dos estudos na área do Coaching e da Inteligência Emocional para melhorar sua comunicação interpessoal e obter resultados mais produtivos (adapte aos diversos contextos):

- Sorria: segundo os especialistas comportamentais Allan e Barbara Pease (2005, p. 58), "A ciência provou que quanto mais você sorri, mais respostas positivas obtêm das outras pessoas".

- Chame a outra pessoa pelo nome: é o nome que nos faz nos diferenciarmos dos demais. O nome, somado a outros aspectos, é que criam a nossa verdadeira identidade; nossa singularidade. Como você se sente quando erram o seu nome? E quando uma pessoa que você considera esquece o seu nome?

- Não critique, não se queixe e não condene: o renomado estudioso americano Dale Carnegie cita, em um de seus livros (2002, p. 55- 57), que "Críticas violentas e as repressões redundam sempre em futilidade" e ainda, "Lembremo-nos sempre de que não estamos tratando com criaturas de lógica. Estamos tratando com criaturas emotivas, criaturas suscetíveis às observações norteadas pelo orgulho e pela vaidade".

- Você pode chamar a atenção em função de um erro de forma indireta: quando for chamar atenção de alguém por um erro, comece elogiando e apreciando algumas outras coisas que a pessoa faz bem e depois, de forma pontual ao fato (e não a pessoa), demonstre alternativas, a importância e os benefícios das alternativas levantadas. Por exemplo, um pai teria mais chances de conseguir a atenção do filho em relação aos estudos se ele começasse dizendo: "Filho, vejo que tem se dedicado aos estudos e cada vez está mais perto dos seus objetivos e sonhos, porém, tenho reparado que tem tido dificuldades em determinada matéria, o que está acontecendo? Como podemos melhorar este aspecto? Diga para mim!".

- Valorize, aprecie o outro honesta e sinceramente: alguém tem dúvida do poder de um elogio sincero na motivação, na estima e nas mudanças de comportamentos? O elogio abre portas para o diálogo e para aproximação emocional.

- Esforce-se para ver o ponto de vista do outro: antes dos seus julgamentos, críticas, opiniões, tente ver o ponto de vista do outro tão bem quanto suas convicções. Faça perguntas: "Explique-me melhor? Em relação ao que você falou, eu entendi que... Foi isto mesmo? Quando você diz que eu não te escuto, o que quer dizer? Cite um exemplo para mim!".

- Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa: quando a outra pessoa sente que você está realmente interessado nas opiniões, ideias, queixas, dilemas, sentimentos e nas experiências dela, mais aberta ela estará para um diálogo produtivo.

- Incite o outro a falar sobre si mesmo sendo um bom ouvinte: caso queira fazer as pessoas lhe evitarem ou não estarem dispostas a lhe escutar, ridicularizem. Dê as costas quando elas estiverem falando; as interrompa quando elas tiverem falando e fale incessantemente sobre você.

- Fale de coisas que interessem a outra pessoa: como fazer a outra pessoa se sentir importante sendo parte integrante do diálogo se a linguagem, os sentimentos, as experiências ditas não são comum (ou familiares) a história (e cultura) dela? As pessoas mais interessantes ou que você mais aprecia provavelmente devem ser aquelas que têm "coisas em comum com você".

- Reconheça seu erro: se errou, reconheça humildemente e pense em alternativas de melhoria. Reconhecer os erros é mais produtivo para os relacionamentos do que tentar justificar.

- Deixe a outra pessoa falar e demonstrar seus sentimentos: às vezes, a necessidade da outra pessoa é simplesmente ser ouvida ativamente. Por meio da escuta ativa e algumas perguntas estratégicas em momentos adequados (ex.: "O que podemos fazer para melhorarmos esta situação?"), pode ser o suficiente para amenizar (ou solucionar) de forma positiva a questão.

- Seja aberto e simpático às ideias e aos anseios dos outros: cada pessoa traz a sua "bagagem" emocional, cultural, de conhecimento, de valores, enfim, sua história de vida. Veja as "vantagens das diferenças" e o quanto tais diferenças de histórias de vida lhe engrandece como pessoa.

Assim, podemos perceber nestes escritos, a importância da comunicação interpessoal nas nossas relações, bem como na nossa saúde física, mental, emocional e psicológica. Nossas interações dependem da comunicação, logo, a busca contínua do aprimoramento neste aspecto é fundamental para o sucesso, tanto no campo pessoal quanto no campo profissional. Uma das formas de se aprimorar é buscando os conceitos e metodologias do Coaching, e não só aprendendo, mas identificando e focando nas habilidades de comunicação que deseja adquirir, agindo em prol de conquistá-las.

 

Palavras-chave: | coaching | inteligência emocional | comunicação interpessoal |

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