O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Inscrição com 20% de desconto para a Jornada de Liderança
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






07/08/2012
RH » Carreira » Entrevista Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Talentos: os melhores escolhem as empresas para trabalhar

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

É inegável que o mercado passa por um processo significativo de mudanças e isso fez com que as organizações corressem conta o tempo para captar e reter novos talentos. O problema é que nem todas têm condições de condições de realizar processos seletivos "com tranquilidade", já que o imediatismo é um dos requisitos da realidade corporativa.
Se por um lado as empresas buscam profissionais que tragam competências diferenciadas para o negócio, por outro os talentos também estão atentos às oportunidades que surgem e chegam a escolher as empresas em que querem trabalhar. Ou seja, ocorreu uma inversão de comportamento no mercado, notadamente para os profissionais que agregam valor. Para abordar esse assunto, o RH.com.br entrevistou Cristian Kim, diretor Regional Sul da Business Partners Consulting.
Segundo ele, muitas empresas têm a expertise de perceber que, além de um bom salário, benefícios consistentes e competitivos são importantíssimos para a satisfação dos funcionários. "O fato de criar projetos desafiadores para os colaboradores faz com que eles se desenvolvam técnica e pessoalmente de forma contínua, incentivando-os a criar cenários futuros para a empresa e produtos", assinala quando indagado sobre as razões que levam um profissional escolher uma empresa para trabalhar e permanecer nela por um bom tempo. Será que os talentos do mercado querem atuar na sua empresa? Leia a entrevista na íntegra e faça uma reflexão. Boa leitura!

 

RH.com.br - O Brasil realmente passa por uma escassez de talentos ou as empresas não estão sabendo captá-los na rapidez que desejam?
Cristian Kim - O Brasil passa por uma escassez de talentos. O que existe é um descompasso entre a formação de profissionais e a demanda por parte das empresas. Isso está causando um movimento dentro das empresas mais estruturadas na busca por aumentar a atratividade da empresa perante o mercado de trabalho.

 

RH - Quais as principais causas desse comportamento do mercado?
Cristian Kim - A economia brasileira passou por décadas de crescimento baixo. Como isso muitos profissionais, mesmo aqueles formados, buscavam outras atividades e se tornavam empreendedores. Com o recente avanço da economia nacional e do consumo interno, o cenário mudou. As empresas passaram por uma grande necessidade de mais investimentos e automaticamente precisaram realizar mais contratações.

 

RH - É notório que não apenas as empresas passaram por transformações, mas também os profissionais. Hoje, pode-se afirmar que são os talentos que escolhem as empresas e não vice-versa?
Cristian Kim - Sim, podemos afirmar que são os talentos que escolhem as empresas. Por quê? Porque é uma questão relacionada à lei da oferta e da procura. Temos pouca oferta de bons profissionais aliada a uma grande procura por parte das empresas. Isso gera a possibilidade dos bons profissionais buscarem as melhores empresas do mercado.

 

RH - Em sua opinião, o que mais desperta o interesse de um profissional diante de uma nova proposta de trabalho?
Cristian Kim - Hoje, observamos que os profissionais apresentam interesses nos projetos da empresa, a possibilidade de crescimento profissional dentro e fora dessa organização, um bom pacote de remuneração e benefícios, boa visibilidade perante o mercado, entre outros atrativos.

 

RH - Então, a remuneração atraente não é mais um fator decisivo para atrair e reter um talento?
Cristian Kim - Depende muito do nível do profissional. Quando estamos falando de um executivo de nível estratégico, por exemplo, a importância da remuneração é menor. Geralmente esses profissionais buscam desafios, projetos, ambiente de trabalho, entre outros fatores. Por outro lado, quando falamos de profissionais de nível tático e operacional existe uma tendência a existir uma sensibilidade maior relacionada à remuneração.

 

RH - Qual o perfil das empresas mais cobiçadas pelos profissionais que agregam o diferencial?
Cristian Kim - São aquelas que adotam a meritocracia, possuem um ambiente de trabalho agradável, oferecem desafios constantes, têm crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional, contam com planos de carreira, um bom pacote de remuneração e benefícios, possuem um bom posicionamento perante o mercado. Podemos destacar esses indicadores como os caracterizam as empresas mais cobiçadas e disputadas pelos talentos.

 

RH - O senhor citou primeiramente o sistema de meritocracia. Por que esse deve ser adotado pelas organizações?
Cristian Kim - A meritocracia é fundamental na Gestão das Empresas. Isso não é algo novo e julgo ser muito importante desde o nascimento das primeiras empresas. O sentimento de meritocracia gera a sensação de justiça e causa o desejo de se fazer o melhor trabalho possível sempre. Em algumas empresas onde essa prática não é bem trabalhada o bom funcionário acaba sendo nivelado por "baixo", pois os colaboradores com performance inferior continuam tendo o mesmo tratamento dentro dessas empresas.

 

RH - No que se refere especificamente ao RH, qual a responsabilidade desse departamento quando nos reportamos a encantar e reter o capital intelectual de uma empresa?
Cristian Kim - A responsabilidade por estruturar políticas sólidas de Gestão de Pessoas é do departamento de Recursos Humanos da empresa. Dentro do RH, as empresas têm que gerar atratividade da empresa, estruturar plano de carreira, oferecer remuneração competitiva, desenvolver ferramentas de retenção dos talentos. Investir em desenvolvimento dos profissionais.

 

RH - O senhor gostaria de deixar algum recado para as empresas que possuem percentuais de turnover significativos?
Cristian Kim - Primeiramente tentem saber qual o principal motivo da saída dos profissionais e atacar a raiz do problema. Os profissionais saem de uma empresa quando o ambiente de trabalho não é agradável, quando não encontram uma cultura meritocrática, quando não veem possibilidade de desenvolvimento e crescimento, quando é remunerado abaixo da média do mercado. Ou ainda, deixam a organização quando os chefes não são verdadeiros líderes.

Palavras-chave: | Cristian Kim | talento | captação | retenção |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (1)
Tania Kandratavicius em 14/08/2012:
Bom Dia, Anderson. Gostei bastante das dicas, sou supervisora de atendimento e não é fácil a tarefa do verdadeiro líder, comprometimento com o trabalho e manter a equipe motivada é uma tarefa bastante difícil de obter dos seus liderados, com muita paciência e perseverança, acreditando que o maior patrimônio da empresa chama-se capital HUMANO o sucesso é garantido. Abraços LUCIENE

 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

3ª Jornada Virtual de Recursos Humanos



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.