O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Conheça os cursos online e os eventos virtuais do RH.com.br
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






15/08/2016
RH » Carreira » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

A preguiça anda tão devagar

Por Irlei Wiesel para o RH.com.br

Apesar de não ser considerada uma doença, a preguiça ou falta de atividade pode ser sintoma de alguma patologia. Como, por exemplo, a narcolepsia, que é o excesso de sonolência. Temos também a depressão, cujos sintomas incluem passividade e falta de motivação. E finalmente, as síndromes ligadas ao cansaço, como a Síndrome da Fadiga Crônica. É preciso saber que nem todo preguiçoso está doente, mas algumas, quando doentes, apresentam preguiça entre seus sintomas.

Acredito muito em inspiração. Por isso, penso que as pessoas próximas a nós nos influenciam. É o caso dos pais, colegas, amigos, personagens de livros ou filmes, todos são modelos inconscientes. Eu não sei o que é preguiça na pratica, o que eu conheço é a fadiga.

Meus pais acordavam diariamente às 5h30 para dar conta das atividades. Eles trabalhavam muito, além de ser, uma atividade superpesada. Cresci diferenciando a preguiça do cansaço.

Aos quatro anos iniciei minha vida escolar e o horário para sair da cama era cruel. Minha mãe acordava-me às 6h da manhã. A escola era longe e precisávamos caminhar uma longa distancia. No trajeto enfrentávamos muitas turbulências, entre elas a escuridão, o frio, a chuva, temporal, calor, sol escaldante, geada, raios, trovões. Apesar do enfrentamento diário de um caminho distante eu tinha uma disposição de gigante.

Preguiça eu nunca senti. O que senti foi dor de cabeça, cansaço, dor nos pés, no corpo, febre, gripe, saudades da cama, do pai, da mãe, dos meus brinquedos, da minha casa, de ser criança e muito mais.

A minha força era natural. A rotina, desde muito cedo, exigia atitude e enfrentamento. Guardo com muito carinho as dificuldades que fizeram parte da minha história e mantenho características daquela época. Uma delas é acordar cedo. Esta atitude é responsável pela minha criação para a escrita. Em dois anos, ao som dos passarinhos que cantam na minha janela, da chuva que bate no telhado, do frio que congela a grama, das folhas que caem no outono, das folhas que nascem na primavera, do silêncio em que todos dormem, da paz por encontrar minha criança interior, sempre disposta, ao som dos trovões, dos raios, do aroma de um chá escaldante, da companhia do chimarrão, das emoções que brotam a cada frase escrita, da visita dos anjos que assopram inspiração, das lembranças de tempos que não seria capaz de lembrar conscientemente, ao som da felicidade por poder escrever sem precisar correr para algum lugar, por ter merecido este cantinho da minha casa e ter através dele, aberto o mundo das palavras, distribuídos em artigos, traduzidos para cinco países, em revistas e sites por todo Brasil. Além disso, fiz um feito que não é possível para quem é preguiçoso. Sabem o que é?

Escrevi e lancei seis livros em apenas dois anos.

Será que sou preguiçosa?

Impossível!

Jamais o serei, mas confesso que a noite quando o relógio marca 23hs eu começo sentir uma coisa estranha, meu corpo fica mais lento, meus pensamentos não são nítidos, a criatividade para escrita some, sinto uma imensa vontade de me retirar para descansar.

Os sintomas que meu corpo manifesta tarde da noite, após acordar e começar a produzir às 6h da manhã, não são graves, é apenas uma coisa chamada fadiga, cansaço, sono, exaustão. O remédio para este sintoma é dormir. Dormindo, meu corpo descansa e, repõem as energias.

Agradeço a Deus por permitir que a fonte da disposição, na minha existência, esteja sempre tão intensa. Creio que estou retribuindo a altura, pois sinto que os resultados produzidos, através do meu trabalho, estão seguindo seu curso certo. Assim como o rio que deságua no mar, as nossas ações também deságuam no universo. É preciso investir em energia positiva e contagiante para acelerar a limpeza do planeta. Chega de preguiça! Que assim seja!

 

Palavras-chave: | produtividade | crescimento profissional | meta |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Curso Online do RH.com.br

Curso Online do RH.com.br



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.